Fragata Independência (Arquivo/Divulgação MB)
Diretor disse que obtenção de navios por oportunidade é opção, mas não será linha estratégica da força naval nos próximos 20 anos. Classe Tamandaré será espinha dorsal da renovação da esquadra.
Os navios-escolta da Marinha do Brasil têm média de idade de 36 anos, sendo a maioria com mais de 40 anos de operação. A avaliação é que os meios navais dessa classe com mais de 40 anos de operações sofreram modernização de meia vida e estão com idade relativamente avançada para as funções que desempenham. Já a Corveta Barroso (12 anos), é um navio-escolta um pouco menor que as fragatas classe Niterói, construída no Brasil e que ainda tem algum tempo para permanecer na esquadra.
“Os demais navios estão antigos para a utilização na guerra híbrida atual e dentro do cenário de ameaças no mundo normalmente instável”, analisou, na última quarta-feira (7), o almirante de esquadra Cunha, diretor-geral do material da Marinha, durante apresentação do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), no Clube Naval, no Rio de Janeiro. Na ocasião, ele falou da necessidade de proteger a Amazônia Azul e o entorno estratégico, que abrange a costa ocidental da África, o sul brasileiro até a Antártica e o paralelo de 16 norte.
O almirante Cunha destacou que a construção da nova classe de fragatas será a espinha dorsal da força de superfície da Marinha brasileira. O “PFCT concebido para dar solução a esse problema no médio prazo. No curto prazo, ainda podemos, eventualmente, ser obrigados a obter navios por oportunidade, mas não é a nossa linha estratégica para os próximos 20 anos”, detalhou.
O diretor avaliou que, assim como há 40 anos, quando as fragatas Niterói renovaram a esquadra nacional, as fragatas Tamandaré aportarão novo conhecimento e forma de conduzir e operar navios de superfície. Ele acrescentou que o PFCT adotou um novo modelo de negócios para obtenção desses navios. As futuras fragatas integram o Prosuper — programa de navios de superfície que abrange a obtenção de navios-escolta, navios de apoio logístico e navios anfíbios.
Fonte: Revista Portos e Navios
