Executivos das companhias prosseguirão com conversas para fechar contratação do FPSO de Búzios V
Terminou bem a primeira rodada de negociação direta entre a Petrobras e a Modec relativa ao FPSO de Búzios V. Sem impasse e dispostas a buscar uma taxa diária razoável para ambas, as empresas decidiram prosseguir com as conversas, e a expectativa é que, até o fim de março, cheguem a um consenso.
Depois do revés com a Exmar, a Petrobras busca um acordo com a Modec para evitar uma nova ida ao mercado. A operadora japonesa de FPSOs apresentou o segundo melhor preço na concorrência da Petrobras, com uma taxa diária de US$ 815 mil, ante os US$ 635 mil da Exmar.
Caso tenha que lançar uma nova licitação, a Petrobras será forçada a seguir as regras da Lei de Estatais (13.303/2016), o que levaria pelo menos de seis a oito meses. As propostas comerciais da licitação em curso, lançada em maio de 2017, foram abertas em junho do ano passado.
Na ocasião, tanto a Exmar quanto a Modec apresentaram proposta com conteúdo nacional alto e baixo, conforme previsto pelo edital. No entanto, como o preço com compromisso local maior não ficou acima do orçamento da Petrobras, o segundo envelope não chegou a ser aberto.
O FPSO Búzios V será instalado na parte norte do campo e terá capacidade para produzir 180 mil b/d e processar 12 milhões de m³/d de gás. O prazo de afretamento é de 21 anos, com possibilidade de prorrogação por igual período.
Diante da demora no processo de afretamento da unidade de produção, a Petrobras adiou a data de entrada em operação do projeto no Plano de Negócios 2019-2023, de 2020 para 2021.
Fonte: Revista Brasil Energia