unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 25/04/23

“Neon é a prioridade da Karoon em 2023”, diz o CEO da petroleira

Julian Fowles (Créditos: Energy Council)

Karoon elegeu o campo de Neon, na Bacia de Santos, como a sua prioridade em 2023. Até o início do próximo ano, a petroleira pretende definir a sua estratégia para desenvolver o ativo. A depender do potencial do campo, ela poderá dedicar um FPSO ou interligar o campo (tieback) à unidade de produção em Baúna.

De acordo com o CEO Julian Fowles, os resultados preliminares da campanha de perfuração superaram as expectativas. O executivo sabe, contudo, que Neon não possui grandes reservas de óleo (recursos contingentes 2C de 55 milhões de bpd), o que obrigará a companhia a ser rigorosa na seleção da estratégia.

“A avaliação técnica do resultado das perfurações vai subsidiar a nossa decisão. Temos que realizar estudos detalhados sobre os dados de subsuperfície”, disse Fowles ao PetróleoHoje

O CEO admite que a opção do tieback de Neon para Baúna poderia facilitar o desenvolvimento de Goiá. Mas ele garante que a decisão, que também irá considerar a disponibilidade de FPSOs no mercado, será tomada independentemente de Goiá.

“Nosso foco é o FID de Neon. Se ele acontecer, nos dará visibilidade para fazer o mesmo com Goiá”, afirmou.

Indagado sobre a possibilidade de trazer um parceiro para Neon, Fowles adiantou que certamente a Karoon o fará, mas que ainda é algo prematuro. “Tudo ainda é especulação”, garantiu.

Portfólio

No Brasil, a Karoon opera o bloco BM-S-40, que contém os reservatórios de Baúna, Piracaba e Patola, coletivamente chamados de campo de Baúna. A companhia detém, ainda, os campos de Neon e Goiá, e o bloco S-M-1537, que contém a descoberta de Clorita, todos na Bacia de Santos.

O último boletim de produção da ANP aponta que a petroleira australiana produziu 20.502 boe/d em fevereiro, posicionando-se na sexta posição no ranking de distribuição da produção de óleo e gás por operador. O relatório não incluiu o inicio da produção do segundo poço de Patola, no final de março, que adicionou mais 12 mil bpd.

Apesar do aumento da produção, a Karoon suspendeu, na última semana, a produção do FPSO Cidade de Itajaí, que coleta a produção dos reservatórios de Baúna e Patola, devido a um incidente envolvendo a perda de contenção associado ao flare de alta pressão. A previsão é que a unidade retome a operação em maio.

Fonte: Revista Brasil Energia