
A 24ª reportagem da série sobre a atuação das petroleiras no Brasil tem como foco a Newo Óleo e Gás.
Com sede no Rio de Janeiro (RJ), a Newo Óleo e Gás iniciou suas atividades em 2008, com foco na fabricação de equipamentos industriais e peças para diversos segmentos da indústria, segmento onde atua até hoje.
Posteriormente, a companhia incorporou a atividade de operação de campos maduros, a partir de sua primeira aquisição: Paramirim do Vencimento, na Bacia do Recôncavo, arrematado com 100% de participação na etapa de acumulações marginais da 13ª Rodada da ANP, em 2015.
O campo foi descoberto em 1950, através do poço pioneiro 1-PV-1-BA. Em 2009, foi devolvido à ANP pela Petrobras, após ter produzido cerca de 520 mil barris de óleo e 3 milhões de m³ de gás natural entre 1950 e o ano 2000.
Em agosto deste ano, a Newo solicitou a declaração de comercialidade do campo, afirmando à ANP que cumpriu os requisitos do programa de trabalho inicial, por meio da reentrada do poço pioneiro. Logo depois, a agência reguladora aceitou o pleito.
Dois anos depois de ter adquirido o primeiro campo, a Newo arrematou o seu segundo na 4ª Rodada de Acumulações Marginais: Itaparica, também na Bacia do Recôncavo, em parceria com a NTF, por meio de um consórcio 50%-50%.
O campo de Itaparica foi descoberto em 1942 pelo poço 1-I-2-BA, na porção terrestre, e em 1961, na porção marítima. Ele é considerado um dos campos mais antigos regulados pela ANP e um dos campos marginais com maior atividade no país.
Seu auge produtivo foi na década de 1980, quando produziu, aproximadamente, 1,6 mil barris/dia e 280 mil m³/dia de gás natural em março de 1984. Atualmente, os números são menores: entre janeiro e outubro deste ano, Itaparica produziu, em média, 11,2 boe/dia.
Em agosto deste ano, a companhia apresentou à Petrobras proposta para assumir os compromissos de descomissionamento do campo, mediante compensação financeira. O processo, considerado inédito por ser o primeiro do tipo para um campo relicitado pela ANP, aguarda resposta da agência reguladora.
A declaração de comercialidade de Itaparica apresentada pela Newo já foi aprovada pela ANP.
Fonte: Revista Brasil Energia