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Clippings - 16/05/17

Newo quer óleo de Itaparica em 2018

A Newo pretende retomar a produção do campo de Itaparica, localizado na Bacia do Recôncavo, ao longo de 2018. A empresa arrematou o ativo no leilão de áreas marginais da ANP, realizado nesta quinta-feira (11/5), e planeja realizar trabalhos de intervenção em pelo menos seis poços na região.

O plano da petroleira, que no ano passado adquiriu no 3º leilão de áreas marginais o campo de Paramirim do Vencimento, também localizado no Recôncavo, no município de São Francisco do Campo, é investir cerca de R$ 6 milhões nas campanhas de intervenção em Itaparica e nos trabalhos de avaliação e de teste do campo. O compromisso de trabalho determinado pela ANP exige apenas quatro intervenções.

Apesar de não fazer projeções sobre a produção de Itaparica, o diretor de E&P da Newo, Gabriel Paulo Gutierrez Souto Maior, aposta no potencial do ativo e garante que a empresa conseguirá reaver os R$ 5,7 milhões ofertados no bônus. Na avaliação do executivo o ativo era o melhor do leilão.

“Com todo respeito, estavam sendo ofertados Fiat 147, enquanto que Itaparica era perto de uma Ferrari. A diferença é gritante”, compara Souto Maior.

A estimativa é de que a campanha de intervenção consuma cerca de três meses. Como o campo de Itaparica está localizado em uma área de alta sensibilidade ambiental, a empresa pretende iniciar o processo de licenciamento logo após a assinatura do contrato, marcada agosto.

O trabalho inicial será todo direcionado os poços terrestres, mas no médio e longo prazos, a depender dos resultados, a empresa não descarta a possibilidade de vir a intervir nos poços offshore, a partir de terra. O plano da Newo é concentrar sua atuação no Recôncavo, buscando desenvolver cronogramas de trabalho que permitam o intercâmbio de equipamentos entre os campos de Itaparica e Paramirim do Vencimento.

A empresa aguarda apenas a liberação da licença ambiental para iniciar, ao longo do segundo semestre, sua primeira campanha de intervenção no campo de Paramirim do Vencimento, no poço 1-PV-1, o que garantirá a retomada da produção do projeto. O trabalho exigirá um desembolso de cerca de R$ 1 milhão e poderá contemplar ainda a intervenção em um segundo poço.

Tanto em Itaparica, quanto em Paramirim do Vencimento, Souto Maior ressalta que a empresa buscará aplicar novas tecnologias, mais modernas. “Nosso foco é produzir mais, com um custo menor”, afirma o diretor de Newo.