Pernambuco e Maranhão passaram a frente do Rio na disputa pelo par de estaleiros de reparo que a Transpetro sonha instalar no Brasil, em resposta à expansão da frota naval do país. A própria estatal deu início às negociações com grupos nacionais e estrageiros. As conversas vingaram principalmente em Pernambuco, que está se transformando no novo pólo nacional do setor. É lá que fica o Estaleiro Atlântico Sul(EAS), gigante que está construindo 22 navios para a Transpetro e montando uma plataforma, P-55, para a Petrobras. Um segundo estaleiro, do consórcio Tomé-Schanhinovo, foi anunciado recentemente.
O estado cobiça ainda outros dois projetos, um deles o estaleiro de reparo. “Se tudo se confirmar, Pernambuco vai despontar nessa indústria, com quatro estaleiros novos”, diz uma fonte. O Maranhão corre por fora na disputa pelo segundo estaleiro de reparo, que parecia garantido ao Rio. Investidores locais e internacionais tentaram negociar a compra do fluminense Renave, praticamente o único estaleiro de reparo em operação no país.
Esbarraram na resistência do dono, o empresário Luiz Rebelo, do grupo paraense Reicon. Rebelo morreu em janeiro, num acidente de avião.
Comenta-se, agora, que o grupo negocia arrendamento ou associação com uma empresa nacional para construção e reparo de navios na área do Renave. A diretoria não se pronunciou.