
A região Nordeste tem dez plataformas fixas offshore com programas de descomissionamento previstos para serem apresentados pela Petrobras à ANP. As unidades estão nas bacias de Sergipe (1) e Potiguar (9).
A PRB-01, no campo de Salgo, em Sergipe, começou a produzir em 1986 e está sem operar desde julho de 2014. De acordo com dados da Marinha do Brasil, seu descomissionamento está programado para 2021.
A plataforma de Pescada 3 (PPE-3), em Dentão, na Bacia Potiguar, começou a produzir em 2002 e está parada desde outubro de 2013.
Com início de operação em 2001, Biquara 1 (PBIQ-1), no campo de Biquara, não produz desde maio de 2013.
O campo de Agulha, também na Bacia Potiguar, tem três unidades programadas: Agulha 1, 2 e 3, que começaram a operar em 1979. A primeira está em operação, e as duas últimas encerrar atividades em março deste ano e fevereiro de 2013, respectivamente.
As plataformas Oeste de Ubarana 1 e 2, instaladas no campo homônimo, começaram a produzir em 2007. A primeira está em atividade, enquanto a segunda parou de operar em fevereiro de 2013.
Completam a lista as fixas Arabaiana 1 e 3, que iniciaram produção em 2002, na Bacia Potiguar. A primeira segue operando, ao passo que a última foi desativada em agosto de 2015.
Outras oportunidades
Na região Sudeste, há dez plataformas na Bacia de Campos com programas de descomissionamento previstos para serem protocolados junto à ANP. Nove estão no campo de Marlim (P-18, P-19, P-20, P-26, P-32, P-33, P-35, P-37, P-47) e uma, em Cachalote (FPSO Capixaba).

A plataforma P-32, no campo de Marlim, é uma das que têm programas de descomissionamento previstos para serem protocolados junto à ANP
Em análise estão os programas de descomissionamento da P-07, no campo de Bicudo, e P-15 (Piraúna), também em Campos.
A plataforma P-12, no campo de Linguado, já teve seu programa analisado. Segundo a ANP, seu resultado será mantido em sigilo até que a operadora (Petrobras) seja comunicada.
Entre as unidades que foram descomissionadas nos últimos anos estão os FPSOs Brasil (Roncador) e de Marlim Sul (Marlim). Os FPSOs Rio de Janeiro, em Espadarte, e Piranema Spirit (Piranema) já tiveram programas aprovados, assim como as fixas de Cação.
A ANP estima que serão necessários cerca de R$ 50 bilhões em investimentos para descomissionar plataformas offshore no Brasil até 2050. As novas diretrizes para regulamentar a atividade estão em consulta pública.
Fonte: Revista Brasil Energia