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Clippings - 29/06/23

Noruega aprova o desenvolvimento dos campos de Irpa e Verdande

Desenvolvimento do campo de Verdande, no Mar da Noruega. (Fonte: Equinor)

As autoridades norueguesas aprovaram os planos de desenvolvimento e operação dos campos de Irpa e Verdande e do poço de produção Andvare, localizados no Mar da Noruega, informou a Equinor, operadora dos três ativos, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (28).

O campo de Irpa, majoritariamente de gás, será vinculado ao campo de Aasta Hansteen, enquanto o campo de petróleo Verdande e o poço Andvare, que será perfurado como um side-track de um modelo de poço existente, serão vinculados ao campo de Norne.

De acordo com o vice-presidente sênior de desenvolvimento de projetos da Equinor, Trond Bokn, “estamos experimentando uma forte demanda por petróleo e gás da plataforma continental norueguesa (NCS) na atual situação geopolítica”, disse o executivo, segundo o comunicado.

“Ao utilizar as infraestruturas Aasta Hansteen e Norne, esses projetos de desenvolvimento trarão rapidamente nova produção ao mercado com baixos custos de desenvolvimento, enquanto estendem a atividade nas plataformas hospedeiras”, finalizou Bokn, segundo o comunicado.

O desenvolvimento de Irpa estenderá a vida produtiva do campo em sete anos, até 2039. De acordo com a Equinor, os recursos recuperáveis no campo estão estimados em 124 milhões de boe, e a previsão é que a produção seja iniciada no quarto trimestre de 2026.

Já no campo de Verdande, os recursos recuperáveis estão na faixa dos 36 milhões de boe, principalmente de óleo. O início da produção está previsto para o quarto trimestre de 2025.

Por fim, para o poço Andvare, o comissionamento está previsto para 2024 e os recursos recuperáveis estão estimados em cerca de 2 bilhões de m³ de gás.

Consórcios e contratos

O campo de Irpa é operado pelo consórcio Equinor (51%), Wintershall Dea (19%), Petoro (20%) e A/S Norske Shell (10%), enquanto Verdande é operado por Equinor (59,3%), Petoro AS (22,4%), Vår Energi ASA (10,5%), Aker BP ASA (7,0%) e PGNIG Upstream Norway AS (0,8%). Assim como os campos, o poço Andvare é operado pela Equinor (53%), em parceria com a DNO Norge AS (32%) e a PGNiG Upstream Norway AS (15%).

Em fevereiro deste ano, a TechnipFMC fechou dois contratos com a Equinor para o desenvolvimento de Irpa e Verdande. No mesmo mês, a Subsea 7 e a DeepOcean anunciaram a assinatura de dois contratos para a prestação de serviços nesses campos. De acordo com um relatório divulgado pela Wood Mackenzie, a Noruega deverá receber cerca de US$ 200 bilhões do setor de O&G apenas neste ano.

Fonte: Revista Brasis Energia