
As operações de petróleo e gás da Noruega no Mar do Norte gerarão um caixa de US$ 200 bilhões neste ano, uma vez que o país escandinavo mantém alta produção para ajudar a sustentar a crise energética da Europa, segundo relatório elaborado pela Wood Mackenzie e publicado na segunda-feira (16).
O documento demonstra que a produção norueguesa crescerá rapidamente de 4,1 milhões de boe/d para 4,3 milhões de boe/d enquanto a região continua a apoiar a crise energética europeia. A Fase 2 do campo Johan Sverdrup, iniciada em dezembro de 2022 pela Equinor, poderá fazer com que o volume produzido no ativo chegue em 700 mil bpd, compensando as perdas que ocorrerão em outros lugares do país.
“A indústria continuará sob escrutínio público e ambiental, mas gerará mais de US$ 200 bilhões em lucros iniciais, a maior parte dos quais irá para o governo”, disse o autor do relatório, Neivan Boroujerdi. A Equinor também deterá uma posição de destaque na atividade de exploração norueguesa em 2023, assim como a Aker BP – as empresas são responsáveis por 15 dos 30 poços pioneiros planejados para este ano.
“Mas um pipeline cada vez menor de grandes oportunidades de desenvolvimento é uma preocupação, uma vez que as operadoras continuam a se concentrar em prospectos menores em torno dos hubs existentes e em oportunidades de curto prazo”, completou Boroujerdi, segundo o comunicado.
É o caso da descoberta Obelix Upflank, anunciada pela Equinor na última quarta-feira (18), a primeira feita na plataforma continental norueguesa (NCS) em 2023, com recursos estimados entre 2 bilhões de m³ a 11 bilhões de m³ de gás recuperável. A previsão é que ela seja vinculada a uma outra descoberta de gás, chamada Irpa, localizada a 23 km de distância.
“Precisamos encontrar mais gás no NCS. Descobertas próximas à infraestrutura existente requerem menos volume para serem desenvolvidas comercialmente e podem ser colocadas em operação rapidamente com baixas emissões de CO₂”, justificou Grete B. Haaland, vice-presidente sênior de E&P do Norte da Equinor, em comunicado publicado pela companhia.
Fonte: Revista Brasil Energia