Após o resultado tímido da Bacia do Parnaíba na 11ª rodada, quando apenas oito dos 20 blocos ofertados receberam lances, na 13ª rodada, o foco será a porção maranhense, nas regiões onde foram feitas importantes descobertas de gás natural. Foram selecionados 22 blocos, com 61,2 mil km², nos setores SPN-O e SPN-N.
É a bacia com a maior área ofertada na rodada, correspondendo mais de 50% de toda a disponibilidade onshore. Dos 22 blocos planejados, 13 estão no SPN-N, entorno das áreas operadas pela PGN, que já declarou a comercialidade de três campos de gás natural na bacia e tem outras descobertas em fase final de avaliação. A província produz, atualmente, 4,8 milhões de m³/dia de gás natural.
Área nova
Boa parte dos blocos nunca foi licitada, com exceção dos PN-T-46, PN-T-47, PN-T-65, que ficam a oeste do Parque dos Gaviões da PGN, e dos blocos PN-T-98 e PN-T-113, adjacentes ao PN-T-114, da Ouro Preto. Essas cinco áreas estiveram no portfólio da 11ª rodada e não receberam lances.
No SPN-O, são nove novos blocos, em uma região ainda não explorada, mas que fez sucesso na 11ª rodada. A região é a continuação a oeste das áreas arrematadas na porção sudeste da bacia, localizada em Piauí, uma nova fronteira.
Termelétrica
A Bacia do Parnaíba não tinha infraestrutura para escoamento de gás natural e a estratégia, na época tocada pelas empresas OGX e MPX, foi desenvolver os campos conectados a plantas de geração de energia. Hoje, a PGN opera as áreas e a Eneva, as UTEs – um complexo de 1.425 MW.