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Clippings - 30/05/23

Nova carteira comercial de gás natural da Petrobras é bem recebida pelo mercado

A Petrobras anunciou, na segunda-feira (29), que acaba de lançar de novos produtos de comercialização de gás natural e que está participando de chamadas públicas de distribuidoras estaduais. A petroleira também afirmou que voltará a usar o indexador Henry Hub (gás-gás), além do Brent.

A divulgação da nova carteira ocorre num momento em que as indústrias pedem por preços mais acessíveis para o gás natural. Em comunicado, a Petrobras disse que o cálculo de precificação será divulgado após a conclusão dos processos competitivos das distribuidoras locais – que ocorrem sobre confidencialidade.

Procurado pelo PetróleoHoje, o diretor de gás natural da Abrace, Adrianno Lorenzon, disse que o novo indexador é uma alternativa interessante para o mercado escolher a melhor forma de se proteger contra as variações externas.

Segundo o executivo, o novo modelo amplia as possibilidades de prazos contratuais para que as distribuidoras tenham um portfólio relacionado às necessidades dos respectivos mercados. Para ele, o novo horizonte é positivo, mas é preciso verificar se as ações vão refletir em valores finais mais aderentes ao mercado.

“Só vamos saber isso na hora que as fórmulas dos contratem forem divulgadas. Hoje, temos que eles [a Petrobras] vão ter prazos diferenciados, índices diferenciados, incorporar Henry Hub e outras mudanças. Mas não temos como calcular o custo final efetivo ainda”, ressaltou.

Para o diretor de estratégia e mercado da Abegás, Marcelo Mendonça, o movimento da Petrobras é positivo para as distribuidoras de gás. O executivo acredita que o mercado pode ter novos ganhos com a ação da petroleira.  

“Queremos maior concorrência e outras empresas terão que se adequar a esse novo curso da Petrobras, de trazer mais competitividade”, disse. A associação fará uma reunião com a estatal para conhecer mais as propostas do projeto. 

Outra novidade são as duas opções como local para entrega de gás natural: no hub, em que a Petrobras é responsável pela contratação de entrada no sistema, ou no city gate (ponto de entrega), onde a estatal é responsável pela contratação tanto da entrada quanto da saída do transporte. 

Segundo Lorenzon, a questão sobre a redução dos volumes contratados para migração e flexibilidade na gestão de suprimentos está confusa. “É muito importante entender como vai acontecer, porque os contratos preveem uma forma simples de redução dessa quantidade contratada pelas distribuidoras. Do contrário, tem um condão de travar o mercado e disputar ainda mais o mercado livre”, explicou. 

A Petrobras pretende reduzir o volume contratado pelas distribuidoras em caso de migração para o ambiente livre e flexibilizar a gestão de suprimento das distribuidoras a partir da inclusão de opção de descontratação para os volumes que superem 2/3 dos volumes comercializados em cada zona de concessão. A medida está contemplada pela Resolução CNPE 03/2022.

Fonte: Revista Brasil Energia