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Clippings - 24/09/19

Nova chance para o Vitória 10.000

A Petrobras voltará a leiloar, ainda este ano, o navio-sonda Vitória 10.000. Uma comissão formada por profissionais da área de Suprimento de Bens e Serviços da petroleira trabalha, desde a última semana, para definir a nova estratégia de ida ao mercado, com preço mínimo abaixo dos US$ 47,5 milhões exigidos na primeira tentativa.

A sonda foi a leilão no dia 18 de setembro no Petronect, mas nenhuma empresa inscrita apresentou lances. A expectativa é que o plano interno de retorno, como é chamado pela petroleira, seja finalizado em dez dias.

A comissão está ouvindo as empresas cadastradas no primeiro leilão, analisando o modelo de divulgação do processo e fazendo avaliações internas para mapear os problemas.

As conclusões e análises da comissão serão encaminhadas à aprovação do gerente-executivo de Suprimentos de Bens e Serviços, Cláudio Araújo, e do diretor de Assuntos Corporativos, Eberaldo de Almeida. Embora a Petrobras tenha analisado a possibilidade de atrelar o leilão da sonda à oferta de um contratado de afretamento, não há no radar plano de adotar essa estratégia.

O leilão foi divulgado no site da Petrobras, em portais de notícias e informes encaminhados a entidades do setor. A petroleira realizou também um workshop sobre a venda da unidade com empresas do setor de perfuração e investidores, além de promover visitas técnicas à sonda.

A falta de interesse já era esperada no mercado, já que grande parte das empresas de perfuração têm em carteira muitas sondas sem contrato.

O Vitória 10.000 tem capacidade para perfurar em lâmina d´água de 3 mil m e está parado há cerca de dois anos em alto mar, no campo de Badejo, na Bacia de Campos, mantido em warm stack por uma equipe da Petrobras. Alvo de um longo processo judicial, a unidade era operada pela antiga Schahin, rebatizada como Base.

Construída pelo estaleiro Samsung, na Coreia do Sul, a sonda começou a operar para a Petrobras em 2011. Nos últimos anos do contrato com a petroleira, a unidade atuou no campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos.

 

Fonte: Revista Brasil Energia