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Clippings - 12/11/20

Nova função para o FPSO Cidade de São Vicente

O FPSO Cidade de São Vicente poderá permanecer no Brasil, passando a operar, a partir de 2021, como FSO em águas rasas. Petroleiras de médio porte que adquiriram ativos no programa de desinvestimento da Petrobras, como a Perenco e a Trident Energy, cogitam a possibilidade de contratar a unidade da BW Offshore para escoar a produção de seus projetos na Bacia de Campos.

A operadora de FPSOs norueguesa vem mantendo negociações com as duas empresas, tendo apresentado até mesmo propostas comerciais. Segundo apuração do PetróleoHoje, todas as questões técnicas para utilização da unidade já foram discutidas e solucionadas, restando apenas o acerto dos valores.

A BW Offshore e as petroleiras evitam dar maiores detalhes das negociações. Ainda que não haja sinalização de fechamento do negócio, a Perenco está mais avançada nas negociações. A Trident Energy, no entanto, ainda se mantém no páreo.

Para operar como FSO, a unidade não precisaria passar por nenhuma grande obra, mas apenas por pequenas adaptações pontuais. O FPSO Cidade de São Vicente está sem contrato desde outubro, quando o contrato de afretamento com a Petrobras terminou após 11 anos.

Dentre suas vantagens, a contratação do FPSO Cidade de São Vicente não contempla custos da taxa de mobilização e já possui sistema de ancoragem completo.

“É uma ótima unidade e uma ótima oportunidade, sobretudo para projetos no Brasil. Cedo ou tarde, alguma empresa irá contratar o Cidade de São Vicente”, aposta uma fonte do setor.

A Perenco avalia a possibilidade de contratação do Cidade de São Vicente para o complexo que integra os campos de Pargo, Carapeba e Vermelho. Já a Trident Energy mira os projetos dos polos Pampo e Enchova.

Procurada pelo PetróleoHoje, a Perenco confirmou os estudos e a negociação com a BW Offshore, mas destacou que o FPSO Cidade de São Vicente é uma das possibilidades que estão sendo analisadas. Hoje, todo o óleo produzido no Polo Nordeste é escoado por uma rede de oleoduto da Petrobras até Cabiúnas.

“Há 250 unidades no mundo que atendem nossa demanda, ainda não escolhemos. O FPSO Cidade de São Vicente é simplesmente uma delas. Estamos fazendo a avalição técnica-financeira de todas as opções”, afirma Reynal Timothée, diretor-geral da da Perenco Brasil.

A Perenco aguarda a aprovação pela ANP de seu plano de desenvolvimento (PD) do Polo Nordeste, entregue em julho, com pedido de extensão do prazo de concessão dos três ativos até 2040. Além da instalação de um FSO no final de 2021, o plano prevê a intervenção/reativação de cerca de 50 poços e a troca de dutos, atividades que demandarão investimentos de US$ 200 milhões.

Cidade de São Vicente

A unidade de produção da BW Offshore está parada no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), sendo submetida a pequenas obras de manutenção. Sua capacidade de estocagem é de 470 mil barris de óleo, sendo a planta de produção de 30 mil barris/dia.

Construído para atender ao contrato da Petrobras, o FPSO Cidade de São Vicente entrou em operação em 2009, atuando exclusivamente em teste de longa duração (TLD). A última campanha para petroleira brasileira foi realizada na área de Farfan, em águas profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas.

A unidade foi responsável pelos principais testes do cluster de Santos, tendo realizado a primeira produção não comercial de Tupi (Santos), ativo em que fez sua campanha de estreia.

Se confirmado, o negócio do FPSO Cidade de São Vicente garantirá a continuidade das atividades da BW Offshore no Brasil. Hoje, a empresa tem no país apenas o contrato com a PetroRio para o FPSO de Polvo, que será desmobilizado em 2021.

Fonte: Revista Portos e Navios