Airbus e MTU Aero Engines anunciaram a criação de uma joint venture para desenvolver motores elétricos baseados em célula de combustível de hidrogênio

A Airbus e a MTU Aero Engines anunciaram nesta terça-feira (7), a intenção de criar uma joint venture dedicada ao desenvolvimento e à comercialização de um motor elétrico baseado em célula de combustível de hidrogênio.
A nova empresa dará sequência ao memorando de entendimento firmado durante o Paris Air Show de 2025 e tem início das operações previsto para 2027, condicionado à aprovação dos órgãos reguladores e à conclusão dos processos sociais exigidos na Europa.
Segundo as empresas, a joint venture terá como foco acelerar o desenvolvimento tecnológico, o projeto, os ensaios, a certificação e a futura comercialização de um sistema de propulsão para aeronaves baseado em células de combustível de hidrogênio.
A estrutura contará com equipes de engenharia e manufatura das duas companhias, reunindo competências em desenvolvimento de aeronaves comerciais, integração de motores, tecnologias de hidrogênio líquido e sistemas elétricos de propulsão.
A expectativa é que a nova organização opere de forma independente e mais ágil, permitindo reduzir o tempo entre as fases de pesquisa, desenvolvimento e certificação da tecnologia.
Combinação de competências
De acordo com o anúncio, a Airbus contribuirá com sua experiência em programas de aeronaves comerciais, além do conhecimento acumulado em sistemas de propulsão por célula de combustível e armazenamento de hidrogênio líquido.
A MTU Aero Engines agregará sua experiência no desenvolvimento de tecnologias de células de combustível, bem como capacidades em projeto, integração, validação, certificação e manutenção de motores aeronáuticos.
O objetivo conjunto é desenvolver o primeiro sistema de propulsão baseado em célula de combustível de hidrogênio destinado à aplicação em uma aeronave comercial.
Próximas etapas
A criação da joint venture ainda depende das aprovações regulatórias aplicáveis e da conclusão dos procedimentos previstos pela legislação trabalhista e societária europeia.
Caso essas etapas sejam concluídas conforme o cronograma, a empresa deverá iniciar suas atividades em 2027.
Redução das emissões na aviação
As empresas defendem que o hidrogênio poderá desempenhar papel relevante na redução do impacto climático da aviação no longo prazo. Além do desenvolvimento do motor, Airbus e MTU informaram que continuarão trabalhando na criação do ecossistema necessário para a adoção da tecnologia, incluindo infraestrutura, cadeia de suprimentos e evolução do ambiente regulatório voltado à operação de aeronaves movidas a hidrogênio.
Segundo as companhias, esses fatores são considerados essenciais para viabilizar a utilização em larga escala de sistemas de propulsão baseados em hidrogênio na aviação comercial.
Fonte: Aero Magazine.