A perfuração no prospecto de Guanxuma, no BM-S-8, onde está sendo conduzido o Plano de Avaliação da Descoberta (PAD) de Carcará, poderá sofrer atrasos. A informação foi divulgada pelo CEO da QGEP, Licoln Guardado, durante conferência com analistas nesta quinta-feira (11/8).
De acordo com o executivo, a transferência da operação da área da Petrobras para a Statoil pode adiar a nova perfuração, já que a companhia norueguesa terá que solicitar uma nova licença de perfuração.
“A Statoil terá que pedir a licença de perfuração em seu nome e isso poderia mudar o cronograma de perfuração. Não vemos possibilidades de problemas neste processo, pois já tivemos três poços perfurados, mas contamos com a possibilidade de um pequeno atraso”, explicou Guardado.
O CEO informou que no momento as companhias mantêm a projeção do início da produção de Carcará para 2022, mas que isso dependerá inevitavelmente da unitização da descoberta com a área fora da concessão, além da definição das regras para o processo de unitização.
“A data de 2022 é possível, desde que todas estas mudanças aconteçam este ano e a licitação ocorra no ano que vem. A partir de então teríamos entre quatro e cinco anos para desenvolver a área já unitizada”, afirmou o CEO.
A companhia já declarou ter interesse em participar do leilão e informou que a aquisição da área unitizável pelo mesmo consórcio que opera a área sob concessão atualmente poderia agilizar o início da produção.
“Carcará hoje tem que ser visto como um todo, não somente o que está dentro da concessão”, afirmou Guardado.
A QGEP tem participação de 10% no BM-S-8. No final de julho, foi foi anunciado o acordo para transferência da participação de 66% de participação da Petrobras para a Statoil por US$ 2,5 bilhões. A área conta também com a participação da Petrogal, com 14%, e da Barra Energia, com os 10% restantes.