A Petrobras iniciará neste mês de janeiro uma nova rodada de negociações com seus fornecedores para reduzir o valor de seus contratos de prestação de serviço e fornecimento de equipamentos de E&P. A iniciativa, a segunda feita pela petroleira, será direcionada, prioritariamente, aos contratos de afretamento de FPSOs, às sondas que ficaram de fora da primeira negociação e todos os contratos de custeio da área de E&P.
A iniciativa vem sendo chamada internamente de “Onda 2”. A rodada de negociações envolverá também os contratos de PLSVs, AHTS, RSVs e OSRVs e mais as sondas que operam hoje exclusivamente os projetos de parceria do cluster do pré-sal da Bacia de Santos.
O grande desafio da nova rodada são os contratos de afretamento de FPSOs. A Petrobras tem hoje 19 unidades afretadas em operação e outras cinco em fase de construção e de aceitação. Grande parte destes contratos foi fechado com empresas que hoje estão envolvidas na operação Lava Jato.
Ao contrário do previsto originalmente pela área de E&P, a nova negociação irá abranger um grande número de empresas afreetadoras de sondas. No último ano, a Petrobras só conseguiu assinar aditivos com a Transocean, Diamond e Petroserv, embora as negociações com as outras empresas estivessem em fase adiantada e a demanda por corte de custo seja urgente.
A demora na assinatura dos aditivos de contrato das sondas vem surpreendendo o mercado. A percepção é de que a Petrobras não tem ainda uma previsão apurada da sua demanda por sondas para os próximos anos. A petroleira chegou a assegurar descontos de até US$ 300 mil/dia, valor que poderia estar sendo cortado se os aditivos já tivessem sido assinados. Em alguns casos, a petroleira vem tentando incluir novos itens à negociação já acordada.
Ainda não há confirmação sobre o número exato de contratos que serão negociados nesta etapa, mas a expectativa é de que supere a primeira rodada. A primeira etapa de negociações envolveu um total de 700 contratos e assegurou à Petrobras uma redução média de 13% no valor de cada contrato.