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Clippings - 09/04/15

Nova Shell nasce com 17 bilhões de boe

A Shell acertou uma oferta de compra da BG por US$ 70 bilhões, na maior fusão da indústria de óleo e gás nos últimos 20 anos. Tendo como base o desempenho das duas petroleiras em 2014, a nova companhia terá reservas de 17 bilhões de boe, produção de 3,7 milhões de boed e fluxo de caixa de US$ 52 bilhões, que, segundo a Shell, é o maior do setor.

A previsão é que a operação, ainda sujeita à aprovação de órgãos reguladores, seja concluída no início de 2016. “Em um ambiente de preços do petróleo em baixa, teremos maior força em termos de escala. A BG tem grandes projetos que se desenvolverão sob liderança da Shell”, disse o CEO da BG, Andrew Gould, em conferência com investidores. Os acionistas da petroleira britânica terão 19% de participação na Shell.

A estratégia das empresas, que passarão a ter, juntas, operações em mais de 15 países, é focar em três pilares: aumento da eficiência na produção em campos maduros, principalmente no Mar do Norte; em projetos de águas profundas, como no Brasil, e na integração dos ativos de gás de ambas as companhias.

Nos próximos anos, a intenção é reduzir os gastos em atividades exploratórias, dando-se maior atenção aos projetos de desenvolvimento da BG. A expectativa é que, entre 2016 e 2018, pelo menos US$ 30 bilhões em ativos do portifólio das duas petroleiras sejam vendidos. Mesmo em 2015 não estão descartados novos desinvestimentos, apesar das condições relativamente ruins por conta dos menores preços do barril.

Segundo o CFO da Shell, Simon Henry, a expectativa é que os gastos combinados das empresas em 2016 apresentem redução de US$ 40 bilhões em 2016 e caiam novamente no ano seguinte. “Isso é parte de nossa estratégia de alcançar maior eficiência de capital na Shell e melhorar nosso fluxo de caixa”, justificou o executivo.

O CEO da Shell, Ben Van Beurden, destacou que a fusão dará maior força à Shell em projetos de águas profundas e GNL, além de maior flexibilidade financeira. “Teremos melhores condições para focar em escala, lucro e potencial de crescimento”, concluiu.