A Oil and Gas Climate Initiative (OGCI) – organização liderada por CEOs de 13 petroleiras – anunciou três novas medidas para acelerar a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e apoiar as metas do Acordo de Paris, firmado em 2015.
A primeira delas prevê o estabelecimento de uma meta de emissões de CO² até 2025, com a adoção de técnicas que ampliem a eficiência energética, como a minimização da queima, a modernização das instalações e da geração de calor, entre outras.
A segunda iniciativa diz respeito ao investimento maciço em hubs industriais para captura, transporte, utilização e armazenamento de carbono (CCUS). Eles serão instalados inicialmente em cinco locais: EUA, Reino Unido, Noruega, Holanda e China, com o objetivo de dobrar a quantidade de CO2 armazenada no mundo até 2030.
A outra medida consistirá no incentivo à participação das empresas em políticas públicas para reduzir as emissões de GEE.
Em 2018, a OGCI reduziu suas emissões de metano em 9% e quase dobrou o número de investimentos em tecnologias renováveis pelo OGCI Climate Investments, fundo de investimento do grupo que já ultrapassou US$ 1 bilhão em caixa.
Formada em 2014, a organização tem como membros a BP, Chevron, CNPC, Eni, Equinor, ExxonMobil, Occidental, Pemex, Petrobras, Repsol, Saudi Aramco, Shell e Total, que respondem por mais de um quarto da produção mundial de petróleo e gás.
Proteção dos oceanos
A Aker Solutions e o Fórum Econômico Mundial anunciaram, na terça-feira (24/9), um projeto na Noruega com o objetivo de fomentar parcerias público-privadas para “proteger o oceano”. O “Centre for the Fourth Industrial Revolution Norway” funcionará como hub tecnológico para desenvolver soluções voltadas à preservação do oceano e ecossistemas afetados por atividades industriais.
Na segunda-feira (23/9), um grupo de 50 empresas nos setores marítimo, de energia, infraestrutura e financeiro estabeleceu a meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) a pelo menos metade dos níveis anteriores ao ano de 2008, durante a Cúpula de Ação Climática da ONU, em Nova York.
Fonte: Revista Brasil Energia