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Clippings - 05/05/26

Novas operações vão pressionar desenvolvimento de acessos terrestres no Açu

Expansão prevista para os próximos anos vai demandar planejamento e investimentos para acompanhar fluxo de cargas que chegam e partem do complexo portuário, no Norte Fluminense

A expansão das operações no Porto do Açu (RJ) vai gerar investimentos em infraestrutura de acessos terrestres ao complexo portuário nos próximos anos. O diretor de terminais e logística da empresa, João Braz, explicou que o perfil das cargas vai aumentar o fluxo de caminhões que acessam o porto. Como as movimentações de petróleo se dão por transbordo e as de minérios por dutos, o trânsito de veículos na área de influência do empreendimento cresce a partir da maturação dos demais terminais, como o multicargas (T-Mult), e dos clientes do setor de petróleo e gás, que prestam apoio para atividades offshore.

Entre as novas operações no horizonte está o terminal de líquidos (TLA), com previsão de entrada em operação prevista para ocorrer entre o final de 2026 e o início de 2027. A expectativa da administração do terminal privado é que a construção dos primeiros 11 tanques fique pronta entre agosto e setembro de 2026. O TLA será operado pela Vast Infraestrutura, que está ampliando o portfólio de serviços por meio da combinação de operações de dutos e tanques de armazenagem voltados para o mercado de petróleo e demais líquidos.

Durante a 30ª Intermodal South America, em abril, a empresa que administra o complexo em São João da Barra, no Norte Fluminense, anunciou uma parceria para a construção de um condomínio logístico e de um truck center, em uma área de 300.000 metros quadrados (m²). O termo, firmado com o BMJ Par — grupo de investimento em infraestrutura e desenvolvimento imobiliário, prevê R$ 250 milhões a serem aportados nos dois projetos.

A administração do porto entende que o projeto do truck center nasceu da necessidade local de consolidar o fluxo de caminhões que cresceu nos últimos dois anos. No caso do condomínio logístico, foi identificado que empresas precisavam armazenar por mais tempo em armazéns ou em áreas com até 2.000 m². “O condomínio logístico nasce para atender essa necessidade de clientes de menor porte do porto”, comentou Braz.

Ele contou que existem desenhos de melhorias dos acessos terrestres e alguns projetos em andamento, como a ‘Estrada dos Ceramistas’, que passa por obras de reforço e alargamento. A obra conta com investimentos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Braz também citou a obra da ‘Ponte da Integração’, que também alivia o tráfego que passa pela cidade de Campos dos Goytacazes. “Hoje, com as intervenções da Estrada dos Ceramistas e da Ponte da Integração, não vemos problema iminente para os próximos anos”, afirmou à Portos e Navios.

O diretor acrescentou que existem estudos junto à Fundação Dom Cabral (FDC), com objetivo de simular e projetar, de acordo com as projeções de expansão do complexo portuário, em que momento as vias terrestres serão necessárias. “Vamos trabalhar com eles numa modelagem para identificar de forma concreta quando as vias de acesso ao porto estarão saturadas com nossa previsão de crescimento”, disse Braz.

Fonte: Revista Portos e Navios