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Clippings - 26/11/10

Novas usinas nucleares vão gerar R$ 40 bilhões em investimentos

Oportunidades de negócios e investimentos do setor nuclear para a engenharia e para a indústria nacional serão tema do 2º Seminário de Energia Nuclear no Rio de Janeiro, reunindo o governo e empresas privadas.

Com a previsão de construção de Angra 3, em andamento, e mais quatro usinas, atualmente em fase de definição da localização, o Programa Nuclear Brasileiro deverá mobilizar investimentos da ordem de R$ 40 bilhões nas duas próximas décadas. A previsão consta de um relatório do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos do Ministério das Minas e Energia, que também prevê a geração de mais de 50 mil postos de trabalho diretos e indiretos com os projetos.

O assunto, que já é parte da agenda nacional do setor energético e da industria nacional, especialmente depois da retomada das obras de Angra 3, será tema da segunda edição do Seminário Nacional de Energia Nuclear, nos dias 18 e 19 de janeiro de 2011, no Rio de Janeiro, com apoio da Eletronuclear e de entidades técnicas e empresariais do setor.

Alternativa de suprimento
Segundo estudos técnicos, o potencial hidrelétrico brasileiro, que atualmente é a prioridade do governo federal, começará a se esgotar dentro de aproximadamente 20 anos. Diante dessa perspectiva, a energia nuclear passou a ser uma excelente opção para a expansão do parque gerador nacional, complementada por fontes alternativas como a eólica e a biomassa.

Além da terceira unidade nuclear, que teve a construção retomada no fim do ano passado, já foi identificada a necessidade de pelo menos mais quatro usinas até 2030, com potência instalada de 1.000 MW cada. Os procedimentos para desenvolver os estudos visando a identificar possíveis áreas para a instalação de novas usinas nucleares de geração de energia elétrica no País já foram adotados, através de acordo de cooperação técnica assinado entre a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Eletronuclear. Os trabalhos estão localizados nas regiões Sudeste, Sul, e parte do Centro-Oeste, e complementarão o primeiro levantamento já realizado pela Eletronuclear no Nordeste do país.

Os investimentos do Programa Nuclear Brasileiro, através da Eletronuclear, se constituem também num instrumento estratégico de aquecimento para a engenharia brasileira e a indústria nacional de máquinas, equipamentos e empresas de serviço, especialmente na área de montagem e construção, além de forte gerador de mão de obra. Sem dúvida, um forte incentivo à elevação do PIB do país, explicam os técnicos do setor.

Incentivo à indústria nacional
Por outro lado, especialistas lertam que as empresas brasileiras precisam se capacitar para atender à forte demanda por novas tecnologias, materiais, equipamentos e serviços, que deverão envolver investimentos de cerca de R$ 30 bilhões apenas para a nova central nuclear do sudeste. Somente a construção de Angra 3 demandará investimentos da ordem de R$ 7,2 bilhões em cinco anos e meio, além de R$ 1,5 bilhão já investido.

Depois do sucesso do 1º Seminário Nacional de Energia Nuclear, realizado este ano, no Rio de Janeiro, pela Planeja & Informa Comunicação e Marketing, com o apoio do Eletronuclear, a segunda edição do evento vai criar a oportunidade de as empresas conhecerem um pouco mais dessa demanda e as perspectivas de negócios que virão com os novos projetos.

Além disso, existem outros desafios que precisam ser debatidos e equacionados, como a disponibilidade de mão de obra especializada e de novas tecnologias para atender ao projeto e as empresas privadas fornecedoras.

Na visão dos técnicos e gestores do programa brasileiro, a mobilização política das empresas, entidades, profissionais e Academia em torno do setor é fundamental neste momento, diante da necessidade de institucionalização do Programa Nuclear Brasileiro, de forma a garantir que não ocorra solução de continuidade, a exemplo do que aconteceu no passado com Angra 3, e perenidade nos investimentos para que o setor nuclear possa avançar de forma segura em toda a sua cadeia.

O 2º Seminário Nacional de Energia Nuclear se destina a empresas de engenharia industrial, construção e serviço, indústria da construção soldada, empresas de consultoria, projetos e desenvolvimento tecnológico, empresas de informática, empresas de serviços de conservação de energia (ESCO’s), Concessionárias de energia elétrica, empresas de logística, fornecedores de equipamentos, aço, tubos, materiais para engenharia elétrica, escritórios jurídicos, ONG’s, empresas e órgãos governamentais, governo federal, estadual e municipal, entidades de classe de engenharia, universidades e institutos de pesquisa.