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Clippings - 26/11/13

Novo acidente afeta operação da ALL em SP

A ALL contabiliza um extenso histórico de acidentes nas ferrovias sob sua gestão. Em 2010, nove pessoas morreram em um acidente envolvendo um trem de carga e um ônibus em Americana (127 km de São Paulo). Em novembro de 2011, oito pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em colisão entre um ônibus escolar e um trem de carga da ALL na Argentina, país em que a empresa operava até fevereiro. Neste ano, em janeiro, o trecho que liga o interior de São Paulo à Baixada Santista ficou bloqueado por dois dias depois que duas locomotivas e 18 vagões carregados com açúcar e milho descarrilaram.

A ALL afirmou ao Valor que vem reduzindo o número de acidentes em suas malhas, mesmo com o crescimento de volumes transportados. Segundo Pedro Albuquerque, superintendente de relações com investidores, a empresa investe R$ 700 milhões ao ano em expansão e manutenção ferroviária. Em 2012, apenas em manutenção, conforme balanço da empresa, foram R$ 336 milhões – menos da metade. No corredor do acidente ocorrido no domingo, a redução dos acidentes foi de 80% nos últimos anos e, desde 1997, foram trocados 1,4 mil km de trilhos, disse. Fazemos um trabalho forte na detecção de possíveis problemas.

A empresa está trabalhando com as autoridades para identificar as causas do ocorrido em São José do Rio Preto e considera precoce dar alguma indicação no momento. De acordo com Albuquerque, a prioridade da empresa agora é prestar assistência às vítimas e familiares. Só depois, começará os trabalhos de limpeza e terá previsão de retomada das operações.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirmou que vai apurar o acidente e que vai deslocar uma equipe de técnicos ao local. Em reação à notícia, as ações da empresa tinham a maior queda do Ibovespa no início dos negócios de ontem, mas amenizaram as perdas. Acabaram fechando o dia cotadas a R$ 7,77, uma queda de 1,67% em relação ao fechamento anterior. Enquanto isso, o Ibovespa caiu 1,02% na mesma comparação. No ano, apresenta queda de 7,04%.

O grave acidente de domingo é mais um dos problemas da ALL, que está no meio de uma disputa judicial com a Rumo Logística (grupo Cosan), devido ao rompimento de um bilionário contrato de transporte de açúcar do interior de São Paulo até o porto de Santos, em 400 km de trilhos da ferrovia.

A disputa foi parar na Justiça comum e em uma câmara de arbitragem. A ALL que o rompimento definitivo, alegando várias dificuldades para cumpri-lo. Por isso, sustou na Justiça o pagamento de dívidas à Rumo de R$ 195 milhões.

Controlada por BNDES, Previ, Funcep, BRZ e os empresários Wilson De Lara e Ricardo Arduini, em junho a empresa fez a terceira troca de presidente desde 2010. Em agosto, a Cosan suspendeu negociações para entrar no bloco de controle da concessionária. (Colaboraram Fábio Pupo e Ivo Ribeiro)