unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 01/09/16

Novo acordo posterga em duas semanas votação sobre operação única

A votação do projeto que retira a obrigatoriedade da Petrobras no pré-sal foi marcada para a semana do dia 12 de setembro pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, após suspender a sessão de ontem a noite (30/9). Os parlamentares divergiram novamente durante a discussão da proposta, inicialmente pelo fato de Maia ter convocado uma nova sessão extraordinária com o pré-sal como pauta única.

Na mesma semana, o plenário da Câmara pretende reunir-se para decidir sobre a cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da presidência da casa após seu envolvimento com as denúncias de corrupção no esquema investigado pela Lava Jato. Além do risco desse tema tomar toda a atenção dos deputados, há uma preocupação com a possibilidade de formar o quorum no plenário, em setembro, dada a intensificação das campanhas nos municípios.

Durante o debate desta semana sobre o PL4567/16, de autoria do senador licenciado José Serra (PSDB-SP), o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) criticou o projeto afirmando que o mesmo poderá impactar na indústria brasileira. “É um gesto antipatriótico retirar a Petrobras da condição de operadora única do pré-sal, porque perderia tecnologia que acumulou, que produziu e deixa de controlar a gestão tecnológica”, avaliou.

O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), no entanto, acredita que a opção pelo regime de partilha na exploração do pré-sal resultou na paralisação dos leilões pela crise de endividamento da Petrobras. “O megalomaníaco projeto de investimentos e a política tarifária levaram ao maior endividamento. A Petrobras não tem caixa, está endividada, o preço do barril não compensa os custos. Então, não adianta o petróleo embaixo da terra: ele não gera riqueza”, disse.