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Clippings - 08/09/20

Novo bid para Mero 3

Depois de contratar serviço submarino para Mero 2, consórcio de Libra avança com o processo voltado à fase subsequente do campo de partilha

A Petrobras lançou o edital de licitação para contratação do serviço de interligação dos poços do projeto de Mero 3, campo localizado no cluster da Bacia de Santos. Direcionado a um total de 12 poços, sendo seis produtores e seis injetores, o contrato determina que o início da campanha de instalação ocorra no primeiro trimestre de 2024.

A entrega de propostas foi marcada para 27 de novembro. Apesar do prazo ser relativamente curto, a Petrobras pretende manter a data, sem conceder prorrogação.

Conforme antecipado pelo PetróleoHoje, pela primeira vez nesse tipo de contrato, a empresa vencedora da licitação ficará responsável pelo fornecimento das linhas flexíveis. Nas concorrências anteriores, a compra desse tipo de equipamento integrava o escopo da Petrobras e não da contratada.

A licitação para Mero 3 contempla  a contratação do serviço de engenharia, fornecimento dos equipamentos e o lançamento e instalação das linhas, sob o regime de EPCI.

O grupo que arrematar o contrato fornecerá 50 km de linhas flexíveis, 75 km de dutos rígidos e 45 km de umbilicais. A lista de materiais e equipamentos inclui também PLETs e estacas torpedo, além, é claro, do barco de lançamento.

A licitação deve atrair, direta ou indiretamente, a Allseas, McDermott , Saipem, Sapura, Subsea 7 e TechnipFMC. Na concorrência recente realizada pela Petrobras para contratação dos serviços de engenharia, suprimentos, construção e instalação de Mero 2, a TechnipFMC arrematou o contrato, depois de uma disputa acirrada com a Saipem.

O edital para Mero 3 foi lançado no final de agosto. A licitação é voltada aos poços que ficarão interligados ao FPSO Marechal Duque de Caxias, recém afretado da Misc Berhard e programado para entrar em operação em 2024.

O campo de Mero foi declarado comercial, em 2017, pelo consórcio de Libra, formado pela Petrobras (40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%).

Fonte: Revista Brasil Energia