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Clippings - 07/11/16

Novo ciclo de encomendas para o pré-sal

A Petrobras instalou no fim de outubro a primeira árvore de natal molhada (ANM) na área de Libra, no cluster do pré-sal da Bacia de Santos. A operação marca o início de um novo ciclo de encomendas de equipamentos submarinos para a província, depois de três anos de demanda concentrada nos campos de Lula e Sapinhoá.

Um levantamento feito pela Brasil Energia Petróleo mostra que as subsidiárias internacionais da Petrobras responsáveis por compras para os campos de Lula e Sapinhoá – Tupi BV e Guará BV – respondem por metade dos contratos ativos de ANMs, manifolds e umbilicais iniciados entre 2013 e este ano, no valor total de aproximadamente US$ 1,6 bilhão, sendo 80% associado a Lula.

Os primeiros contratos atendidos pelas subsidiárias para os empreendimentos foram iniciados em 2011 (Lula), num total de US$ 13,8 milhões. A proporção foi ganhando corpo ano a ano, com as primeiras demandas para Sapinhoá aparecendo em 2012, até atingirem 80% do total de contratos de equipamentos submarinos iniciados em 2016, quando entraram em vigor os primeiros referentes a Libra, por meio da Tupi BV.

A ANM instalada em Libra foi uma das duas fabricadas pela FMC Technologies para o Teste de Longa Duração (TLD) do ativo, programado para 2017. A empresa também fornecerá dois equipamentos para o primeiro Sistema de Produção Antecipada (SPA) na área. As outras seis árvores, destinadas aos três SPAs restantes, devem ser incluídas no edital de compra de ANMs para o Piloto de Libra.

A Petrobras tem ainda uma quantidade significativa de árvores contratadas por meio de frame agreements – são cerca de 130 com a FMC, 60 com a Aker e 40 com a Cameron (Schlumberger) –, mas o Consórcio Libra optou por realizar uma nova concorrência, já que os equipamentos adquiridos pela estatal foram contratados por preços mais altos, antes da queda do preço do barril.

A estatal poderá, no entanto, utilizar os equipamentos dos frame agreements em outras áreas do pré-sal. O atual plano de negócios da Petrobras prevê o início de operação de 13 unidades de produção em áreas do pré-sal além de Libra, incluindo cessão onerosa, onde a Petrobras é a operadora, com 100% de participação.