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Clippings - 11/07/22

Novo desfecho para os risers de Tupi


A Petrobras deve inserir o escopo da campanha de  substituição de parte dos risers flexíveis do campo de Tupi no bid para contratação do TiPT (Titanium Pull-in Tube) de Búzios, cujo edital foi lançado no final de junho. A questão vem sendo estudada pela área técnica e pela alta cúpula da petroleira há algumas semanas e poderá ser comunicada ao mercado em breve.

A petroleira não confirma a estratégia em estudo, mas segundo fontes a alternativa está sendo vista como a melhor solução diante do cancelamento da licitação para substituição de parte dos risers flexíveis de Tupi por linhas rígidas, formalizado no início de maio. O escopo original do do TiPT de Búzios contempla a substituição de 60 km de dutos flexíveis por rígidos na P-74, P-75, P-76 e P-77, que compõem os módulos 1, 2, 3 e 4 do ativo.

Fontes do PetróleoHoje afirmam que a intenção da companhia é de publicar um aditivo ao edital, incluindo o escopo de trabalho de Tupi, que inclui  a troca de 15 dutos do ativos, o que demandará cerca de 100 km de novas linhas. A inclusão da campanha, se confirmada, fará com que a Petrobras adie a data de entrega das propostas da licitação para dar mais tempo para que as empresas possam incluir o novo trabalho na elaboração de suas ofertas.

Será necessário também ampliar o prazo de execução da campanha. A data de entrega das propostas está marcada para 19 de setembro. 

O edital atual exige que  a campanha esteja concluída em 2026. A projeção original é de que a campanha do TiPT de Búzios tenha início no último trimestre de 2025, consumindo cerca de seis meses.

As linhas a serem substituídas em Búzios possuem diâmetro de 6″ e 8″. O trabalho será direcionado a nove poços, sendo seis produtores e três injetores, com contrato estruturado sob o modelo de EPC. 

O bid do riser de Tupi foi lançado no final de 2020. A McDermott apresentou o menor preço na concorrência, mas, segundo a Petrobras, a empresa se recusou a assinar o contrato após três convocações formais. 

Fonte: Revista Brasil Energia