A ANP negou o pedido da Petrobras de suspensão dos planos de avaliação das descobertas (PADs) dos poços 1-BRSA-936D-ESS, batizado de Quindim, e 1-BRSA-926D-ESS, conhecido como Brigadeiro, ambos no bloco ES-M-525, área do Parque dos Doces, na Bacia Espírito Santo.
No caso do PAD de Quindim, a agência informou que, caso a companhia precise de mais prazo para concluir o poço 4-BRSA-1298-ESS, deverá apresentar o cálculo explícito do tempo necessário de prorrogação. A empresa tem até fevereiro de 2016 para decidir se fará a perfuração deste poço, o único contingente previsto no plano.
O PAD de Quindim é válido desde 2013, com término em fevereiro de 2017. Além deste poço, o PAD também inclui como como compromisso contingente um teste de formação a poço revestido (TFR). Os compromissos firmes são a perfuração de dois poços e um reprocessamento PSDM.
O PAD de Brigadeiro teve a suspensão negada pois a agência alega que o cronograma de sonda Lone Star (SS-79) é compatível com a data para a perfuração do primeiro poço contingente do plano. A sonda, da Queiroz Galvão, está contratada pela Petrobras até março de 2018, enquanto o ponto de decisão sobre a perfuração foi em dezembro do ano passado.
Em julho, a PTTEP, parceira no projeto, havia informado que a perfuração seria iniciada até o quarto trimestre deste ano. O plano de Brigadeiro prevê a perfuração de um poço firme e um reprocessamento PSDM, além de dois poços contingentes.
O bloco ES-M-25 é operado pela Petrobras, que detém 65% da concessão, em parceria com a PTTEP (20%) e a Inpex (15%). A região perdeu prioridade com o novo plano de negócios da Petrobras. Os projetos de produção em águas profundas no Espírito Santo foram adiados para além do horizonte do PN, que abrange o perãodo 2015-2019. Anteriormente, a companhia previa a licitação de um FPSO para o Parque dos Doces, com previsão do primeiro óleo em 2018.
Procurada, a Petrobras não comentou as decisões.