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Clippings - 30/03/17

Novo prazo e mudanças no FPSO de Libra

O consórcio de Libra, formado pela Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC, adiou para o dia 26 de abril a data de entrega das proposta do rebid para o afretamento de um FPSO Piloto para o projeto, com capacidade para produzir 180 mil b/d de óleo e comprimir 12 milhões de m3/d de gás. A alteração foi comunicada na última quarta-feira e motivada pela incorporação de mudanças na concepção técnica do balcão de risers. A mudança fará com que as empresas tenham que revisar suas propostas técnicas, mas não há consenso se isso terá impacto no preço final do afretamento.

O consórcio Libra decidiu de última hora incluir a possibilidade de utilização de linhas rígidas. Originalmente, o projeto previa apenas a solução do balcão de risers com linhas flexíveis, mas com a mudança na concepção técnica os proponentes terão que apresentar um solução capaz de receber os dois tipos de linhas.

A mudança, segundo fontes, integra a lista de ações e iniciativas que vem sendo tomadas para tentar reduzir o custo de desenvolvimento e implantação do projeto. A intenção é ter mais de uma opção de escolha e ampliar a competição entre as empresas fornecedoras.

Com o FPSO capacitado para as duas soluções, o consórcio irá ao mercado para a aquisição do sistema subsea, solicitando propostas para linhas rígidas e flexíveis. A escolha será determinada pelo menor preço.

Por enquanto, o consórcio não revela a data que a licitação para aquisição do sistema subsea será lançada. Desde o ano passado, o grupo mantém o projeto Libra 35, que visa reduzir o break even do ativo até o teto máximo de US$ 35/barril.

Os risers rígidos são muito mais leves e chegam a pesar quase 2/3 das linhas flexíveis. A Petrobras vem priorizando, há alguns anos, a utilização dos flexíveis em seus projetos, apesar do maior custo de aquisição desse tipo de equipamento no mercado. Embora mais caras, o custo e o tempo de lançamento das linhas flexíveis são menores.

O adiamento da data de entrega das propostas surpreendeu o mercado, que se programava para apresentar suas ofertas na próxima semana, no dia 4 de abril. Depois que a Justiça liberou a retomada da licitação, derrubando a liminar do Sinaval, a expectativa era de que o consórcio de Libra fosse agilizar o processo para evitar riscos de novas ações, estratégia que chegou a ser confirmada pela Petrobras.