A Petrobras assinará em outubro os contratos de afretamento dos FPSOs de Marlim e do Parque das Baleias. Fontes confirmaram ao PetróleoHoje que a petroleira concluiu as negociações com a estreante Yinson e com a Modec há pouco menos de duas semanas e que a formalização das operações depende apenas de trâmites internos.
Tanto a Modec quanto a Yinson ofereceram descontos em suas taxas diárias apresentadas nas licitações. Os valores finais dos contratos são mantidos em sigilo, mas as maiores reduções foram acertadas com Yinson.
No mercado, os rumores são que a operadora malaia concedeu desconto de cerca de 20% na taxa diária do FPSO do Parque das Baleias, além de abatimento mais modesto no preço da unidade de Marlim.
As negociações da petroleira com as operadoras foram iniciadas em junho. A empresa malaia apresentou a melhor proposta para a unidade do lote A de Marlim (US$ 709.869,82), enquanto a Modec ofertou a taxa diária mais baixa para o lote B (US$ 569.464,60/dia). Na licitação do Parque das Baleias, a Yinson foi a única proponente. Os contratos têm prazo de afretamento de 25 anos.
De acordo com o Plano de Negócios 2019-2023 da Petrobras, a primeira unidade de Marlim e a do Parque das Baleias estão programadas para entrar em operação em 2022, enquanto o sistema 2 de Marlim tem primeiro óleo previsto para 2023.
Os FPSOs de Marlim terão capacidade para produzir 80 mil bopd e comprimir 7 milhões de m³/d de gás (lote A) e 70 mil bopd e 4 milhões de m³/d de gás (lote B). Já o navio-plataforma do Parque das Baleias terá poderá produzir 100 mil bopd e 5 milhões de m³/d de gás. Os contratos de afretamento serão de 22 anos e seis meses.
A assinatura dos contratos marcará a estreia da Yinson no Brasil. A empresa já vem recrutando pessoal no mercado.
Fonte: Revista Brasil Energia
