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Clippings - 16/05/19

Novos contratos e concorrências movimentam subsea brasileiro

O ano de 2019 tem sido relativamente movimentado para o segmento subsea no Brasil, com grandes contratos e concorrências se concretizando. Em menos de seis meses, dois acordos vultosos – possivelmente superando a casa dos R$ 4 bilhões – foram formalizados.

Em fevereiro, a TechnipFMC fechou contrato com o Consórcio de Libra para fazer a interligação submarina (SURF) do campo de Mero 1, no pré-sal da Bacia de Santos. A empresa não especificou o valor do contrato, informando apenas que ele varia entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão.

O acordo compreende a engenharia, suprimentos e construção (EPC) de todas as linhas rígidas, assim como a instalação e pré-comissionamento dos risers e flowlines que interligarão 13 poços (seis de produção e sete injetores) ao FPSO que será instalado no campo.

Na terça-feira (14/5), a McDermott anunciou a assinatura do contrato para executar os serviços de engenharia, suprimentos, construção e instalação dos risers e flowlines da primeira fase do campo de Sépia, na área da cessão onerosa, no pré-sal de Santos.

O valor apresentado pela empresa na licitação promovida pela Petrobras foi de R$ 1,093 bilhão, superando as ofertas feitas pela Subsea 7, TechnipFMC e Saipem. O escopo inclui engenharia detalhada, fornecimento, instalação e pré-comissionamento de dutos rígidos, jumpers, módulos de flutuação e sistemas de monitoramento de risers para sete poços (três produtores e quatro injetores) que serão conectados ao FPSO Carioca, afretado à Modec.

Dutos

A epecista norte-americana está, por sinal, bem ocupada no país, onde também é responsável pelos trabalhos de instalação do gasoduto Rota 3, que interligará o pré-sal à UPGN do Comperj, em Itaboraí (RJ). O contrato com a Petrobras foi assinado em novembro passado.

Já a TechnipFMC fechou, em abril, contrato com a Total para fornecer tubos de gás lift e injeção de gás, além de acessórios associados, para o campo de Lapa. Na ocasião, a fabricante classificou o acordo como “significativo” – caso de contratos avaliados entre US$ 75 milhões e US$ 250 milhões.

A multinacional de origem francesa negocia com a Petrobras um contrato para operar uma base de apoio `a movimentação de dutos flexíveis no Porto do Açu, onde possui uma fábrica desse tipo de linha. A empresa também construirá no local uma planta de tubos rígidos.

Quem também mantém conversas com a estatal para operar uma base de flexíveis é a BHGE. A proposta seria ampliar uma área próxima à unidade onde já presta esse tipo de serviços à Petrobras, em Niterói (RJ).

Segundo apurado pela BE Petróleo, a empresa estaria na frente em licitações promovidas pela petroleira para contratar linhas flexíveis. Uma delas prevê a aquisição de 137 km de dutos de produção, Gás Lift e Injeção de água, incluindo acessórios, sobressalentes e frete, por quatro anos.

Umbilicais

Fornecedores de umbilicais também estão diante de novas oportunidades este ano. Recentemente, a Prysmian fechou contrato para fornecer 19 km de umbilicais termoplásticos para o campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos.

No momento, há pelo menos quatro licitações da Petrobras para contratar linhas submarinas de controle em andamento, para os projetos de Roncador, Teste de Longa Duração de Forno, Atapu e Mero 1. No último caso, é possível que os equipamentos, que serão de aço, sejam fabricados fora do país.

Novos SURF

Depois de Mero 1 e Sépia, o mercado aguarda o lançamento de novas licitações de SURF, desta vez para os projetos de Mero 2, Atapu, Búzios V e Itapu, operados pela Petrobras, e Carcará (Equinor).

Boa parte desses empreendimentos, além de Lapa, foram destacados pela TechnipFMC em apresentação divulgada no final do ano passado. A companhia estima que, juntos, eles poderão render contratos superando a casa dos US$ 4,5 bilhões nos próximos dois anos.

A Petrobras ainda lançou, este mês, uma licitação para contratar serviços de adequação da malha de gás submarina do Parque das Baleias, na Bacia de Campos.

ANMS e embarcações

Entre outras concorrências em andamento estão processos para contratar as árvores de natal molhadas (ANMs) de Mero 2 – em fase avançada de negociação –, manifolds para o projeto de revitalização de Marlim, embarcações do tipo PLSV  e SDSV, além de um bid de Drill Pipe Risers e uma licitação para contratar um robô submarino de operação remota (ROV) para a sonda NS-31.

No final de fevereiro, a DOF fechou contratos com a Petrobras para operar as embarcações de apoio a operações a ROVs (RSVs) Skandi Commandor, Skandi Olympia e Skandi Chieftan. Dois meses de depois, a holandesa Fugro também firmou com a estatal o afretamento de um RSV.

Em vigor

Na base de dados públicos da Petrobras, contam uma séria de contratos de bens e serviços submarinos iniciados ou a começar em 2019. Entre eles estão três contratos de umbilicais firmados em nome da Petrobras Netherlands BV  no total de US$ 3,6 bilhões; oito de ANMs (US$ 17,4 bilhões/ Petrobras Netherlands/ Roncador BV/ Agri Development BV); três de dutos flexíveis (US$ 44 milhões/ Petrobras Netherlands) e dois de DPR, sendo um com a Oceaneering (US$ 213 milhões) e outro com a Weatherford (US$ 286,7 milhões).

Fonte: Revista Brasil Energia