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Clippings - 16/04/19

Novos FPSOs da Petrobras lideram ranking de incidentes

Plataformas que começaram a operar no campo de Búzios, em 2018, somam maior número de ocorrências no último ano

Os FPSOs P-74 e P-75 lideram o ranking de instalações de exploração e produção com o maior número de incidentes registrados no Brasil entre 2018 e 2019, segundo levantamento feito pela BE Petróleo com base em dados da ANP obtidos via Lei de Acesso à Informação.

As plataformas da Petrobras começaram a produzir no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, em abril e novembro de 2018, respectivamente. Desde então, foram registrados 88 incidentes na P-74, sendo 86 leves e dois moderados, e 73 incidentes na P-75 (72 leves e um moderado.

A lista inclui outras três unidades de propriedade da petroleira que começaram a operar no campo de Lula recentemente: a P-66, em quarto lugar, com 40 incidentes (39 leves e um moderado), a P-69 (12º lugar/ 30 leves) e a P-67 (22º lugar/ 21 leves e um moderado).

A BE Petróleo perguntou à Petrobras por que, apesar de novas, essas plataformas registraram tantos incidentes, quais suas razões e se, nos casos da P-74 e P-75, há relação com os problemas nos sistemas de gás dessas unidades relatados pelo diretor de Desenvolvimento da Produção & Tecnologia da estatal, Rudimar Lorenzatto, no fim de fevereiro.

Em resposta, a companhia declarou apenas que o termo “incidente”, no Manual de Comunicação de Incidentes de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural [da ANP], “abrange diversas ocorrências e que, nos padrões internos da companhia qualquer tipo de incidente, por menor que seja, deve ser comunicado, independente do tempo e da consequência e mesmo não resultando em lesões pessoais ou danos ao ambiente ou ao patrimônio”.

Poucos incidentes graves

Ao todo, foram registrados 2,268 mil incidentes em instalações de E&P no país entre março de 2018 e fevereiro deste ano, sendo 89,2% leves, 10,23% e 0,57% graves. Estes últimos ocorreram nas plataformas P-50, Namorado 2, P-58, P-31, Cidade do Rio de Janeiro e Cidade de São Vicente; nas sondas Tuscany 120 e PR-02; nos campos de Dom João e Rio dos Ovos, na Bacia do Recôncavo; na embarcação de apoio a mergulho (DSV) Wyatt Candies; e no Ativo Industrial de Guamaré (AIG), no Rio Grande do Norte.

Fonte: Revista Brasil Energia