
A Noxis Energy acaba de assinar junto ao governo da Bahia um protocolo de intenções para a construção de uma refinaria com capacidade de processamento de 100 mil bpd no sul do estado, afirmou o CEO da empresa, Gabriel Debellian, ao PetróleoHoje. Cerca de R$ 5,3 bilhões serão investidos na unidade.
Conforme antecipado pelo PetróleoHoje, a refinaria é uma repetição do projeto em andamento no Porto de Pecém, no Ceará, para o qual a empresa já tem licenciamentos. As unidades devem focar na produção de combustível marítimo, entre bunker e diesel, nas especificações definidas que valerão a partir de 2025.
A refinaria deverá ser instalada no porto em construção pela Bahia Mineração (Bamin). A Bamin está construindo um novo corredor de integração e de exportação para a mineração e para o agronegócio, com investimentos da ordem de R$ 20 bilhões nos projetos que incluem mina, porto e ferrovia, que deverão ficar prontos em 2026.
A unidade deverá refinar petróleo do campo de Búzios a partir da parcela que cabe à CNOOC, sócia da Petrobras no pré-sal. A Noxis Energy já tem carta de intenção com a petroleira chinesa para fornecimento de petróleo, inicialmente para o projeto de refino que está desenvolvendo no Ceará.
A ideia é exportar a produção, mas o executivo afirmou que isso não será obrigação, e que poderá também abastecer o mercado interno se necessário. De acordo com comunicado da Noxis divulgado nesta sexta-feira (28), o empreendimento deverá iniciar as obras em 2024, com possibilidade de gerar 3,5 mil empregos durante o período de construção da refinaria, e mais 600 empregos diretos e indiretos na fase de operação.
O cenário é favorável para a produção de bunker no Brasil. Em 2020, entrou em vigor a nova especificação do bunker marítimo, por determinação da International Maritime Organization (IMO), reduzindo o teor máximo de enxofre permitido para 0,5%. Uma vez que o petróleo brasileiro é, em grande parte, caracterizado por apresentar baixo teor de enxofre, o seu processamento para a produção de bunker se tornou uma oportunidade comercial.
Fonte: Revista Brasil Energia