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Clippings - 10/04/18

O retorno avassalador da ExxonMobil

A ExxonMobil teve uma atuação relativamente apagada no Brasil desde a abertura do setor, em 1997, até 2016. Nesse período a norte-americana arrematou apenas quatro blocos exploratórios e acabou devolvendo dois deles (um na Bacia de Potiguar e outro em Santos).

De lá, para cá, porém, a participação da major em leilões da ANP foi avassaladora, resultando na aquisição do maior número de áreas dentre as petroleiras, considerando-se as duas últimas rodadas de concessão (14ª e 15ª) e de partilha (2ª e 3ª).

Nessas ocasiões a Exxon levou um total de 19 blocos, dois a mais que a Petrobras e 12 a mais que a anglo-holandesa Shell, terceira colocada no ranking projetado pela Brasil Energia Petróleo com base em dados da agência reguladora.

O aproveitamento da major também impressiona: foram 19 propostas vencedoras em 21 apresentadas – uma taxa de sucesso de 90%, ante 77% no caso da estatal brasileira. A Exxon é a 12ª nesse quesito, mas as 11 companhias que alcançaram 100%, como Wintershall, Eneva e QGEP, não levaram mais que sete áreas nessas mesmas rodadas.

As duas únicas licenças que a Exxon não conseguiu arrematar foram a de Perobra, na bacia de Santos – vencida pelo consórcio montado por Petrobras (40%) CNODC (20%) e BP (40%), no 2º leilão de partilha –, e o bloco C-M-791, em Campos, adquirido pela parceria entre a Shell (40%), Chevron (40%) e Petrogal (20%).

A última bacia tem sido o grande foco da Exxon, respondendo por 12 dos 19 blocos adquiridos pela companhia desde 2016. A empresa levou ainda quatro ativos na Bacia de Sergipe-Alagoas e três em Santos, incluindo a área de Norte de Carcará, na 3ª Rodada do pré-sal.

Ao todo, 29 companhias adquiriram 111 áreas nos leilões analisados pela reportagem. Dentre esses grupos, há 11 brasileiros, três chineses, três espanhóis e três norte-americanos, além de alemães, australianos, bermudenses, catari, franceses, noruegueses, portugueses e britânicos.

Fonte: Revista Brasil Energia