Além da BP, que operava a plataforma que afundou no mês passado, estão envolvidas no episódio a Transocean (a proprietária daquela estrutura) e a Halliburton (que fazia trabalhos técnicos na instalação). As empresas parecem ter adotado a estratégia de jogar a culpa uma na outra.
Nesta terça-feira, mesmo dia em que o Senado americano recebeu executivos das empresas envolvidas no desastre ambiental do Golfo do México, o presidente Barack Obama anunciou sua intenção de endurecer a legislação sobre compensações por danos em casos de derrames de petróleo, que atualmente limita os pagamentos a US$ 75 milhões. Em visita à Louisiana, duas semanas atrás, Obama já havia anunciado que a British Petroleum (BP) terá de pagar toda a conta , que pode chegar a US$ 340 milhões .
Além da BP, que operava a plataforma que afundou no mês passado, estão envolvidas no episódio a Transocean (a proprietária daquela estrutura) e a Halliburton (que fazia trabalhos técnicos na instalação). As empresas parecem ter adotado a estratégia de jogar a culpa uma na outra. Em um depoimento fechado à imprensa e obtido pelo jornal americano The Wall Street Journal, Lamar McKay, presidente da BP EUA, disse que determinar o motivo da falha da equipe da Transocean é crucial: Todos nós queremos entender urgentemente como essa peça vital falhou e que medidas são necessárias para evitar que isso volte a acontecer.
A BP colocou esta terça-feira cerca de 300 km de barreiras flutuantes ao longo da costa do Golfo do México, em mais uma tentativa de evitar o alastramento do óleo. A petrolífera teve problemas no sábado com um funil de 98 toneladas que usaria para estancar o vazamento, mas planeja uma nova tentativa com uma peça menor. Produtos químicos também estão sendo usados para dispersar a mancha. Uma ONG também mobilizou voluntários para fazerem coleta de cabelo para limpeza de praias no Golfo do México, que dentro de meias de náilon poderiam absorver o óleo espesso que se aproxima das praias dos estados vizinhos ao local do vazamento.
O vazamento de óleo nas águas do Golfo do México chega a mais de 16 milhões de litros, tendo atingido os recifes do arquipélago de Chandeleur , uma zona protegida dentro do Parque Natural de Breton. O vazamento ocorreu devido à explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, propriedade da Transocean com concessão da BP, que afundou em 22 de abril.
Já foram investidos cerca de US$ 100 milhões na perfuração de um poço alternativo para estancar o atual , onde aconteceu o derramamento. Este método, no entanto, poderia se prolongar por mais de três meses e os especialistas continuam procurando opções mais imediatas para conter o vazamento e amenizar o impacto ambiental.