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Clippings - 07/07/16

Obras do porto central vão começar em 2017

Expectativa é de que licença de operação saia em dois meses.

Um dos empreendimentos logísticos mais estratégicos para o Estado, o Porto Central, em Presidente Kennedy, está mais próximo de ver seu projeto sair do papel. A expectativa é que dentro de dois a três meses, o negócio – da TPK Logística e da holandesa Porto de Roterdí – tenha o aval de órgãos do governo federal e inicie as obras em 2017.

O presidente do Porto Central, José Maria Vieira de Novaes, afirmou que a previsão é de que o Ibama conceda a Licença de Instalação (LI) até setembro e que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorize a construção do porto em até três meses.

A sinalização positiva para a implantação do terminal no Sul do Espírito Santo veio ontem, após os representantes do Porto Central, José Maria Novaes, e o diretor José Salomão Fadlalah cumprirem uma série de agendas em Brasília.

Acompanhados do deputado federal Evair de Melo, eles percorreram ao longo do dia órgãos como a Antaq, o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama e o Ministério dos Transportes.

‘As reuniões foram muito boas. Nosso processo já está numa fase final de análise para sair a autorização para construção do porto. E tanto o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, quanto diretores do Ibama frisaram que enxergam o projeto com muito bons olhos, que ele é prioritário para o governo federal e que vai ser tratado com a devida importância”, relatou Novaes.

NEGOCIAçãO

Mas, mesmo com a Licença de Instalação em mãos, a construção não será iniciada imediatamente . O presidente do empreendimento justificou que antes de começar as obras, é preciso realizar negociações com potenciais clientes e fechar os contratos com os interessados em se instalar na área.

“Para tomar uma decisão, o cliente tem que fazer estudos como de viabilidade econômica e financeira. E ele só vai ter essa segurança quando nós tivermos com a LI na mão. Essa licença destrava a nossa situação para concluir negociações com clientes potenciais”.

As conversas e a captação desses clientes têm acontecido principalmente em seis frentes, conforme as atividades que os investidores pretendem desenvolver no porto de Presidente Kennedy.

Novaes explica que os segmentos prioritários são: petróleo e derivados, grãos, contêineres, cargas gerais, gás natural liquefeito (GNL), além de plantas térmicas.

‘As negociações comerciais com esses potenciais interessados é que vão definir o nosso cronograma de trabalho após a obtenção das licenças necessárias”.

CRISE

Questionado sobre o turbulento quadro econômico e político do país, o presidente José Maria Novaes observou que ele atrapalha, mas não impede o investimento, da ordem de R$ 5 bilhões.

De acordo com o executivo, assim como os investidores do porto, os clientes têm uma visão de longo prazo. “O porto está sendo feito para daqui a 50 anos, e não quatro. Mesmo com o PIB negativo, o Brasil continua sendo a sétima economia mundial, são 200 milhões de pessoas, um mercado consumidor enorme e ainda temos a carência de infraestrutura. Ainda que o cenário de curto prazo seja incerto, a visão é de longo prazo”.

O PORTO

▼ Conceito

O projeto, de R$ 5 bilhões, prevê um conceito de porto-indústria e será realizado por meio de parceria do Porto de Roterdí e da TPK Logística.

▼ Licenças

A expectativa é de que em até três meses o empreendimento receba as licenças do Ibama e da Antaq. As obras devem começar em 2017.

▼ Empregos A expectativa é de que sejam criados 4.800 empregos após a implantação do terminal

▼ Movimentação

O complexo portuário, depois de totalmente implantado, poderá movimentar um volume de carga que varia entre 50 e 150 milhões de toneladas por ano.

PRIORITÁRIO

“O governo federal sinalizou que enxerga o Porto Central com muito bons olhos. Representantes do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente disseram que ele é prioritário e que vai ser tratado com a devida importância”

JOSÉ MARIA NOVAES

PRES. DO PORTO CENTRAL