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No intervalo entre dragagens portuárias, dragas estão sendo utilizadas em obras de engordamento de praias.
A dragagem é um dos serviços mais importantes para manter o bom funcionamento dos portos. Porém, ela também está entre as atividades mais custosas. Uma das razões para que este serviço tenha valores elevados é a grande ociosidade dos equipamentos entre um projeto e outro de dragagem. Dragas desse porte não podem ficar paralisadas por muito tempo, tendo em vista o elevado custo de capital envolvido.
Assim, outras obras podem manter as dragas ocupadas no período de transição entre serviços de dragagem portuária e janelas ambientais, podendo, indiretamente, reduzir os custos das dragagens portuárias. Um exemplo disso são as novas demandas no engordamento de praias. A elevação no nível dos mares tem gerado erosões significativas nas zonas costeiras em todo o mundo, provocando a redução das faixas arenosas da praia. Isso possibilita o efeito destrutivo das ondas sobre obras e edificações adjacentes.
Esse fenômeno também ocorre em muitas regiões do Brasil, dando-se a essas obras de reposição de areia o nome de engordamento de praia, a partir da utilização das conhecidas dragas auto-transportadoras ou hoppers. Esse tipo de obra exige uma engenharia considerada sofisticada e especializada, onde a jazida marítima precisa ser pesquisada contendo o volume de areia necessário e, principalmente, a granulometria especificada.
Portanto, em períodos de ociosidade, dragas que atuam com dragagens portuárias de aprofundamento e manutenção estão sendo utilizadas nesse tipo de atividade. Este ano ocorreram duas obras nas praias de Canasvieiras, no município de Florianópolis (SC) e em Curva da Jurema, em Camburi (ES). Ambas foram realizadas pela empresa de dragagem DTA Engenharia. Esta também vem realizando serviços de dragagem de manutenção nos portos de Santos e Paranaguá.
O consórcio DTA/Jan De Nul acaba de vencer ainda a licitação para a recuperação da praia de Balneário Camboriú (SC). A obra vai executar 2,3 milhões de metros cúbicos, ao valor de R$ 66,8 milhões por um prazo de sete meses. Esse tipo de atividade nas praias pode, de acordo com a DTA, ter efeitos sobre os valores de dragagens realizados pela empresa no setor portuário, sendo assim uma das estratégias para tornar a empresa mais competitiva dentro do seu modelo de negócio.
A DTA também deve realizar obras de engordamento nas praias do Jurerê e dos Ingleses, também em Florianópolis, e em outras praias no estado do Espírito Santos , bem com em outras regiões no país.
Fonte: Revista Portos e Navios
