
Acordo para afretamento da sonda deve ser formalizado ainda em outubro
A Petrobras aguarda apenas o aval de seus parceiros para assinar o contrato de afretamento da Ocean Courage, semissubmersível da Diamond. A operação já foi aprovada pela diretoria da petroleira brasileira, devendo ser formalizada ainda em outubro.
A contratação da sonda é resultado da licitação para afretamento de uma ou mais sondas com capacidade para operar entre lâminas d’água de 2,4 mil m a 3 mil m. A concorrência foi lançada pela Petrobras em outubro de 2019, mas depois de abrir as propostas comerciais a comissão manteve o processo parado por alguns meses, só retomando as negociações recentemente.
A Ocean Courage será contratada para operar em três projetos de consórcio do pré-sal. Os nomes dos ativos são mantidos sob sigilo. A expectativa é que a unidade deva atuar prioritariamente em projetos exploratórios de partilha de produção.
Diante da pandemia e das medidas de resiliência adotadas pela Petrobras por conta da crise do preço do barril do petróleo, o início de operação da sonda da Diamond ocorrerá apenas em 2021. Conforme antecipado, em julho, pelo diretor de E&P, Carlos Alberto Oliveira, a próxima campanha de perfuração exploratória da Petrobras em blocos de partilha de produção acontecerá somente no próximo ano.
Antes de colocar o processo de contratação temporariamente na gaveta, a comissão de licitação da Petrobras manteve, por dois meses, negociações com a Diamond, grupo que ofertou a melhor taxa diária. A paralisação das negociações foi imposta, na ocasião, pelas incertezas em relação aos desdobramentos da crise do preço do barril do petróleo e da pandemia da Covid-19.
Petrobras e Diamond não revelaram o valor da taxa diária ofertada e muito menos o preço acordado após as negociações. O prazo de afretamento do contrato será de 180 dias firmes, com possibilidade de extensão por até 810 dias.
A Ocean Courage vinha operando para a petroleira brasileira, com dedicação exclusiva ao projeto do BM-S-11, mas teve o contrato finalizado no final de julho. Desde então, a sonda da Diamond está parada em águas abrigáveis da Bacia de Santos, aguardando o desfecho da licitação.
Além da Courage, a Petrobras avalia a possibilidade de contratar uma outra sonda na licitação, mantendo negociações paralelas com a Seadrill, voltadas ao navio-sonda West Carina.
Fonte: Revista Brasil Energia