
A Ocyan iniciará a primeira campanha de retirada de linhas flexíveis e outros equipamentos da Petrobras nesta semana. O pontapé inicial será na Bacia de Campos, onde estão as estruturas subsea remanescentes dos FPSOs Cidade do Rio de Janeiro e Cidade de Rio das Ostras.
Arrematado por cerca de R$ 900 milhões, o contrato de engenharia, preparação, remoção e descarte (EPRD) prevê o descomissionamento de 21 poços e cerca de 275 km de linhas flexíveis e outros equipamentos, instalados em lâmina d’água de 800 m a 1.700 m, com duração até meados de 2024.
Serão 10 poços na antiga área do FPSO Cidade do Rio de Janeiro, com 132.789 metros de linhas flexíveis, nove poços remanescentes do FPSO Piranema, com 120.195 metros de linhas, e dois poços na antiga área do FPSO Cidade de Rio das Ostras, com cerca de 21,1 mil metros de linhas.
Todo o material, equivalente a 20 mil toneladas, será cortado e transferido para uma base da Technip, em Vitória (ES), onde será limpo, descontaminado e vendido como sucata.
No segundo semestre, a companhia iniciará os trabalhos na antiga área do FPSO Piranema, na Bacia de Sergipe-Alagoas.
Novos planos
Para recolher os dutos, a Ocyan afretou o Normand Cutter, embarcação de construção offshore da Solstad, que já está no Brasil. Por conta própria, a companhia adquiriu sistemas de lançamento e recolhimento de linhas para equipar o navio, a fim de utilizá-lo em outros projetos.
De início, o Normand Cutter irá atuar por duas semanas na Bacia de Campos. Após descarregar a primeira coleta, ele fará a última etapa de instalação dos equipamentos – roletes e bobinas de armazenamento dos flexíveis. Depois, a embarcação será alocada de forma definitiva na região.
“Investimos nos equipamentos e queremos manter a embarcação por muitos anos. Nossa prioridade é encontrar projetos menores para encaixá-los em janelas operacionais do cronograma final”, afirmou Jorge Mitidieri, vice-presidente executivo de Serviços Integrados da Ocyan, ao PetróleoHoje.
Este é o primeiro contrato de descomissionamento da Ocyan. Recentemente, a empresa participou de outros dois bids da Petrobras – um para o SPA-1, de Libra, e outro para retirada de sucata do fundo do mar. O primeiro foi cancelado, enquanto o resultado do segundo ainda não saiu.
“É muito importante incorporarmos o descomissionamento dentro do nosso negócio, ele faz parte do nosso perfil ESG”, revelou o executivo.
Fonte: Revista Brasil Energia