Empreiteira trabalha no FEED do Gasoduto Sul Peruano, que escoará o gás de Camisea para complexo da Braskem e termelétricas.
A Odebrecht deu início ao desenvolvimento do projeto de engenharia (FEED) e à aquisição de bens para a construção do Gasoduto Sul Peruano, que ligará os campos de gás de Camisea à cidade portuária de Ilo. A intenção é abastecer centrais termelétricas e um complexo petroquímico planejado pela Braskem, controlada pela empresa.
A empreiteira brasileira, que lidera o consórcio responsável pelo projeto, já iniciou a reforma de estradas e acessos existentes e construção das infraestruturas iniciais, como heliportos e áreas para armazenar equipamentos. Trâmites para obtenção de autorizações, licenças e alvarás estão em andamento junto às autoridades peruanas.
Assinado em julho do ano passado com o governo peruano, o contrato para construção do gasoduto, que terá 1.300 km e será operado pela Kuntur Transportadora de Gás, está avaliado em US$ 3,6 bilhões.
A Concesionaria Gasoducto Sur Peruano (Odebrecht Latinvest 75%-Enagás 25%) será responsável pela concepção, financiamento, construção, fornecimento de bens e serviços, exploração dos bens da concessão, operação, manutenção e transferência dos mesmos ao Estado ao término do prazo do contrato, que é de 34 anos.
Em novembro do ano passado, a Petrobras vendeu 100% de seus ativos no Peru, incluindo concessões em Camisea, à CNPC por US$ 2,6 bilhões. A petroleira chinesa tem planos de investir mais de US$ 2 bilhões no país na próxima década.