Tradicional empresa localizada no Sul do País e há 100 anos em atividade, a Conservas Oderich defende queda de custos da cabotagem como forma de aumentar a competição do modal. Produtora de mais de 200 tipos de conservas para carnes, legumes, compotas de frutas, molhos, dentre outros, a companhia embarca 50 contêineres por mês para os portos de Salvador (onde conta com um Centro de Distribuição), Fortaleza, Manaus e Suape – neste último são desembarcados os maiores volumes.
Segundo o gerente nacional de vendas, José Antônio Dresch, se o custo do transporte de cabotagem se aproximasse ao do longo curso (internacional), a migração, certamente, se multiplicaria, avalia. Em geral, como no Brasil a rota Sul-Norte e Nordeste tem menos carga do que no sentido inverso, o frete de subida é maior – às vezes, superior aos cobrados em uma rota interoceânica.
Hoje os preços estão muito próximos do transporte rodoviário, que, por ser mais ágil, em muitos casos neutraliza as vantagens da cabotagem, diz, citando especificamente as pequenas vantagens financeiras e a quase eliminação das avarias às cargas.
Mesmo assim, a navegação doméstica representa entre 18% e 20% da opção de transporte da companhia – número que tem crescido anualmente devido à migração da carga antes movimentada por caminhão e ao aumento real dos volumes destinados àquelas regiões. As duas premissas são verdadeiras, diz o executivo. Neste ano, a empresa estima crescimento de 15% nos volumes operados, mesmo índice de aumento registrado em 2009 sobre o exercício anterior.