
A Ocyan vai iniciar o processo de mobilização do navio-sonda ODN II para a campanha da Petrobras na Margem Equatorial a partir do final de agosto. A empresa assinou contrato com a petroleira e ficará responsável por parte do programa de perfuração da área, projetado para ter início no final de outubro.
O contrato entre as duas empresas foi formalizado recentemente, com taxa diária girando ao redor de US$ 300 mil/dia. A campanha contemplará a perfuração de dois poços exploratórios, sendo o primeiro na área do FZA-M-59, na Foz do Amazonas, e um segundo na Bacia Potiguar.
Para operar na Margem Equatorial, o ODN II terá que ser submetido a pequenas obras de adaptações, a fim de suportar as fortes correntezas da Foz do Amazonas. As adequações serão realizadas em águas abrigáveis Baía de Guanabara, a partir do final de agosto, quando expira o atual contrato da unidade com a Petrobras.
Entre os serviços a serem executados pela Ocyan no navio-sonda, estão adaptações no sistema de BOP, no MDP e no marine riser. O trabalho de adequação irá se estender até o final de setembro.
A Petrobras ainda aguarda a autorização do Ibama para perfurar na Margem Equatorial. O ODN II está programado para seguir viagem para a Foz do Amazonas no início de outubro.
O contrato voltado à Margem Equatorial é oriundo de um processo de licitação aberto pela Petrobras em 2021. A perfuração de cada poço na região deve demandar cerca de três meses.
O contrato de afretamento da ODN II terá prazo firme de 194 dias, com opção de cancelamento após seis meses e de extensão opcional por mais 219 dias. A Petrobras planeja perfurar até 17 poços exploratórios na Margem Equatorial.
Antes de iniciar o novo contrato, o ODN II deverá perfurar ainda um novo poço, logo após o fim da perfuração na Bacia do Espírito Santo.
Fonte: Revista Brasil Energia