A produção mundial de aço bruto cresceu pelo quarto mês seguido, somando 141 milhões de toneladas em maio. Na comparação um ano atrás, houve aumento de 2,2%. Quando considerada a produção acumulada nos cinco primeiros meses do ano, o volume atinge 684,2 milhões de toneladas, 2,4% superior às 668 milhões de toneladas no mesmo perãodo do ano passado.
Os dados são da World Steel Association (Worldsteel), divulgados na sexta-feira, e consolidam números de 65 países produtores, responsáveis por 98% do volume fabricado no mundo em 2013. Na comparação com abril, a produção global do aço bruto cresceu 2,9% em maio, já que no quarto mês do ano havia somado 137 milhões de toneladas.
A China, maior fabricante de aço do mundo, manteve seu ritmo de crescimento e continua a puxar o avanço da produção mundial. O país fechou o quinto mês do ano com 70,4 milhões de toneladas, alta de 2,6% em relação a maio do ano passado. Este volume fez com que o país fosse responsável por 49,9% de todo o aço bruto fabricado no mundo.
Carsten Menke, analista de aço e minério de ferro do banco suíço Julius Baer, diz que apesar de o governo chinês manifestar a intenção de fechar siderúrgicas mais antigas e mais poluentes, também se preocupa com a manutenção dos empregos no setor, o que limita a redução da produção do país.
Também na Ásia, a siderurgia do Japão reduziu sua produção em 0,3% em maio e produziu 9,6 milhões de toneladas, enquanto a Coreia do Sul elevou seu volume em 11,4% no quinto mês do ano, para 6,2 milhões de toneladas.
Segundo os números da Worldsteel, os países da União Europeia deram continuidade em maio ao aumento da oferta já verificado em março e em abril. No total, a região gerou 15 milhões de toneladas, alta de 2,7% na comparação com um ano atrás.
Entre os maiores produtores da região, a Alemanha registrou alta de 7,3%, para 2,9 milhões de toneladas, e o Reino Unido, de 2,4%, para 1 milhão de toneladas. Já a França reduziu sua produção em 4%, para 1,4 milhão de toneladas, Espanha cortou em 2,9%, para 1,3 milhão de toneladas, e a Itália reduziu em 0,8%, para 2,3 milhoes de toneladas.
Na América do Norte, houve um aumento de 3,3%, para 10,2 milhões de toneladas, sendo que os Estados Unidos elevaram a produção em 1,4% em maio sobre o mesmo mês de 2013, com 7,5 milhões de toneladas. Já na América do Sul houve uma queda de 4,2%, para 3,9 milhões de toneladas, com o Brasil tendo retração na produção em 4,3%, para 2,9 milhões de toneladas em maio.
A entidade informou ainda que a média de utilização da capacidade instalada da indústria no mundo, nos 65 países que reportaram informações, foi de 78,5% em maio, 0,7 ponto percentual inferior à média de um ano atrás. Em relação a abril, ficou 0,2 ponto percentual abaixo.