
Iniciativa de petroleiras visa acelerar mitigação de impactos ambientais das atividades de óleo e gás
A Oil and Gas Climate Initiative (OGCI) – organização liderada por CEOs de 12 petroleiras – anunciou, na quinta-feira (16/7), a meta de reduzir a intensidade média coletiva de carbono das operações agregadas de petróleo e gás das empresas participantes para entre 20 kg e 21 kg de CO2e/boe até 2025, a partir da linha de base coletiva de 23 kg de CO2e/boe em 2017.
A meta, alinhada com o Acordo de Paris, representa a redução de 36 milhões de t a 52 milhões de t de CO2 por ano até 2025 (supondo níveis constantes de comercialização de petróleo e gás), equivalentes às emissões por consumo de energia de 4 milhões a 6 milhões de residências.
“Juntos, estamos aumentando a velocidade, a escala e o impacto das nossas ações para lidar com as mudanças climáticas, uma vez que o mundo visa ter zero emissões líquidas o quanto antes”, diz o trecho da carta assinada pelos diretores executivos.
Além das atividades de E&P das empresas, a redução virá das importações associadas de eletricidade e vapor. A organização está trabalhando em um modelo de mitigação para as emissões nas operações de GNL e gás-para-líquidos (GTL, na sigla em inglês).
Para isso, serão implementadas medidas de eficiência energética, redução das emissões de metano, minimização de queima, operações de eletrificação usando eletricidade renovável sempre que possível, cogeração de eletricidade e calor útil, e a implementação de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCS).
A intensidade coletiva de carbono da OGCI será relatada anualmente, de acordo com a metodologia e as premissas de relatórios públicos da organização, sendo revisada pela Ernst & Young (EY), como terceiro independente.
Em nota, a Petrobras, que é uma das integrantes da OGCI, afirmou que assumiu o compromisso de crescimento zero das emissões absolutas operacionais nos próximos anos. A companhia ressaltou que, na última década (2009 a 2019), melhorou sua intensidade de carbono nas operações de E&P em 42%, mesmo com o aumento de 40% da produção de óleo e gás no mesmo período.
Criada em 2014, a OGCI é formada pela BP, Chevron, CNPC, Eni, Equinor, ExxonMobil, Occidental, Petrobras, Repsol, Saudi Aramco, Shell e Total, que, juntas, correspondem por mais de 30% da produção de óleo e gás globalmente.
Além do investimento de US$ 7 bilhões por ano em soluções de baixo carbono, a OGCI mantém um fundo de investimentos climáticos no valor de US$ 1 bilhão, com vistas à descarbonização dos setores industriais e de transporte.
Fonte: Revista Brasil Eneergia