Empresas discordam sobre conectividade de Tubarão Martelo e Polvo, na Bacia de Campos. O CEO da OGPar, Paulo Narcelio, negou a existência de quaisquer relações entre os campos de Tubarão Martelo e de Polvo, operado pela HRT. De acordo com o executivo, que concedeu uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (20/10), o assunto foi dado por encerrado em discussões com a BP, antiga operadora de Polvo.
Na semana passada, a HRT acusou a OGPar, em comunicado ao mercado, de impedir o desenvolvimento de um acordo de individualização da produção (AIP) envolvendo óleo comum entre Tubarão Martelo e Polvo.
“É um assunto que não vamos discutir pela imprensa. Vamos discutir na agência [ANP]. Na nossa visão, não existe interligação”, afirmou Narcelio a jornalistas.
A sísmica contratada pela então OGX comprova que não existe conectividade entre os reservatórios, segundo o executivo. Os poços de Tubarão Martelo estão em reservatório carbonático e não se comunicam uns com os outros, o que comprovaria que não há interligação com Polvo.