A OGpar pode perder seus últimos ativos exploratórios no país se não apresentar garantias financeiras para o programa exploratório mínimo previsto em contrato. A ANP determinou que a empresa terá 30 dias para apresentar as garantias para sua participação em blocos nas Bacias Potiguar e do Ceará.
A decisão da agência foi publicada nesta quinta-feira (30/4) e também envolve os blocos PAMA-M-591 e PAMA-M-624, onde a OGpar era operadora, mas as áreas estão em processo de devolução. A empresa também devolveu os blocos PAMA-M-407, PAMA-M-408 e PAMA-M-443. As concessões são da 9ª rodada da ANP.
No caso dos blocos na Bacia Potiguar e do Ceará, as operadoras são a ExxonMobil (POT-M-475, POT-M-762 e CE-M-603) e Total (CE-M-661) e as concessões foram adquiridas na 11ª rodada, de 2013.
Originalmente, as garantias foram dadas com base na produção de petróleo de Tubarão Martelo (penhor de óleo). Contudo, como o futuro do projeto é incerto e os planos de desenvolvimento do campo foram rejeitados, a agência exigiu a substituição por garantias financeiras.
Procurada, a empresa não respondeu aos questionamentos sobre o caso.