A ANP negou o pedido da OGpar para o adiamento por 90 dias para a cessão obrigatória da participação de 50% na concessão do POT-M-762, na Bacia Potiguar. A companhia, que está em recuperação judicial desde 2013, não conseguiu apresentar as garantias financeiras necessárias para manter a área.
A OGpar chegou a tentar utilizar como garantias a produção de petróleo do campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, penhorando o óleo. A agência, porém, exigiu a substituição do penhor por garantias financeiras, devido à incerteza do futuro do projeto. Atualmente, a produção em Tubarão Martelo está interrompida, pois se tornou inviável com a baixa do preço do barril de petróleo.
As garantias financeiras apresentadas pela OGpar também foram recusadas para as concessões POT-M-475, CE-M-603, CE-M-661, mas a companhia conseguiu vender suas participações nas áreas para a AziLat e a Premier Oil.
O bloco POT-M-762 foi arrematado na 11ª Rodada, em 2013, e é operado pela ExxonMobil, que detém os outros 50% da concessão.