A OGX, braço de petróleo e gás natural do grupo EBX, do empresário Eike Batista, anunciou nesta segunda-feira que foram identificados intervalos de hidrocarbonetos (petróleo e gás) em reservatórios das idades aptiana e barremiana no poço 1-OGX-3-RJS, localizado no bloco BM-C-41, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos.
A OGX detém 100 por cento de participação nesse bloco, segundo comunicado enviado ao mercado. Esta é a segunda descoberta no poço OGX-3, tendo a primeira sido feita em reservatórios carbonáticos da seção albiana.
De acordo com o comunicado, o poço OGX-3 encontra-se em fase final de perfuração, que vai até a profundidade total estimada em 4 mil metros.
Nos próximos dias, será iniciado um teste de formação que visa verificar as características dos reservatórios carbonáticos em condições dinâmicas.
A descoberta de hidrocarbonetos também nas seções mais profundas do OGX-3 evidencia o acerto da estratégia exploratória utilizada nesta área, que vem apresentando todos os elementos para converter-se em um importante polo produtor de petróleo, afirmou Paulo Mendonça, diretor-geral da OGX.
Criada em 2007, a OGX é a maior empresa privada em termos de área marítima de exploração no Brasil.
O poço OGX-3 se situa a aproximadamente 83 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro, onde a lâmina d’água é de aproximadamente 130 metros. A sonda Sea Explorer, fornecida pela Pride International, iniciou as atividades de perfuração no poço no dia 16 de novembro de 2009 e continuará no local até o fim do teste de formação.
A bacia de Campos é a maior região produtora de petróleo no país, com cerca de 80 por cento do total de cerca de 2 milhões de barris de petróleo produzidos no Brasil por dia.
A OGX informou ainda o início das perfurações dos prospectos Kilawea e Krakatoa, respectivamente através dos poços 1-OGX-4-RJS no bloco BM-C-42 e 1-OGX-5-RJS no bloco BM-C-43, com estimativa de 60 dias para a conclusão de ambas.
No dia 22 de dezembro, a OGX afirmou ter encontrado no poço OGX-2A, conhecido como Pipeline, um volume total recuperável entre 1 bilhão e 2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). O anúncio foi feito após a finalização da perfuração no poço, situado no bloco BM-C-41, em águas rasas da bacia de Campos.