A petroleira OGX, de Eike Batista, economizará R$ 280 milhões coma desistência da aquisição de nove blocos dos 13 que arrematou na 11ªRodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A empresa afirmou ontem que desistiu dos blocos porque o momento não é de correr riscos em novas áreas exploratórias. Mas o mercado já temia a falta de recursos em caixa para o pagamento dos bônus oferecidos pelas áreas.
A resistência da malaia Petronas em fechar o acordo de compra de fatia de dois blocos da OGX na Bacia de Campos, negócio de US$ 850 milhões, pode ter influenciado a decisão de abandonar os blocos, segundo relatório do Deutsche Bank. “Os recursos obtidos coma venda são a principal fonte de financiamento para a OGX neste momento… Sem os recursos provenientes da venda do BM-C-39 e BM-C-40, a OGX deve ficar sem dinheiro durante o terceiro trimestre”, comentou o banco.
A Petronas, uma das maiores companhias de petróleo da Ásia, espera a reestruturação da dívida da petroleira de Eike Batista para prosseguir com o negócio. AOGX informou que vai manter os pagamentos e a assinatura dos contratos dos outros quatro blocos arrematados na 11ª rodada- três deles adquiridos em parceria com outras petroleiras.
A desistência dos blocos implicará no pagamento de R$ 3,42 milhões às autoridades federais. “A diretoria executiva concluiu não ser recomendável, no momento atual, assumir risco exploratório de novas áreas”, disse a empresa em fato relevante. A lista de devoluções inclui quatro blocos na Bacia do Parnaíba, com participações negociadas com a MPX em maio. A legislação prevê que, em caso de desistência, o segundo lugar na disputa tem direito de assumir a concessão—neste caso, a decisão caberá a BP, Ouro Preto, Maersk e Petra.