O pico de produção no campo de Tubarão Martelo será da ordem de 30 mil barris/dia, afirmou o presidente da Óleo e Gas Participações (OGP, ex-OGX), Paulo Narcélio, no início da semana. Ele, no entanto, não estipulou prazo para que o pico seja alcançado. Perguntado sobre esse perãodo, ele disse que o pico será alcançado no longo prazo.
Mais cedo, em reunião com investidores da Apimec, o gerente executivo de reservatórios e reservas da OGP, Armando Ferreira, havia afirmado que até maio, a empresa pretende conectar mais dois poços produtores, com produção de 5 a 7 mil barris/dia, em Tubarão Martelo. Hoje já estão em produção dois poços, mas os volumes extraídos não são divulgados.
Questionado sobre as despesas de operação em Tubarão Martelo, Narcélio explicou que, por contrato, o primeiro pagamento a ser feito para a OSX, dona da plataforma de produção que opera no local, será feito apenas no mês seguinte ao do início de produção. Como a unidade começou a produzir no início de dezembro, a expectativa é que o pagamento seja efetuado em janeiro.
Os recursos necessários [para a operação em Tubarão Martelo] virão da própria produção em Tubarão Martelo, afirmou o executivo.
Retomada em Tubarão Azul
Narcélio afirmou também que a retomada da produção no campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, depende da renegociação do contrato com a coligada OSX — empresa do mesmo grupo controlador (EBX) e que também está em recuperação judicial.
“A retomada da produção em Tubarão Azul depende da renegociação do contrato com a OSX e de conseguirmos montar a infraestrutura ambiental que o Ibama exige para operar qualquer campo ali”, disse o executivo. “Há um conjunto de requisitos legais.”
Em relatório recente, a companhia havia divulgado ao mercado que estimava a retomada da operação em Tubarão Azul em dezembro deste ano. Narcélio admitiu que esse prazo não será atingido e acrescentou que ainda não há uma nova data para o início de operação no campo.