A OGX, petrolífera do grupo de Eike Batista, pode levantar cerca de US$ 1 bilhão com a venda de participação em alguns blocos exploratórios que possui no Brasil, segundo uma fonte próxima às negociações.
A potencial alienação dos ativos servirá para financiar os projetos de infraestrutura do grupo EBX. Na semana passada, Eike já havia acertado a venda de quase metade da fatia que possui na MPX Energia para a alemí E.ON, por ao menos US$ 700 milhões.
Executivos da OGX vêm conversando com a petrolífera russa Lukoil Holdings e com a Petronas, da Malásia. A segunda, de acordo com uma das pessoas ouvidas e que não quis se identificar, é vista como a mais provável compradora dos ativos. Entretanto, nenhum detalhe adicional foi dado.
A Lukoil e a Petronas não responderam aos pedidos de comentário. Por escrito, a empresa de Eike Batista disse que não fala sobre rumores de mercado, mas lembrou que “sempre está atenta a oportunidades de negócios e possíveis vendas de participação”.
Não há nenhuma garantia ainda de que as empresas entrem em acordo, mas no mês passado o diretor financeiro da brasileira, Roberto Monteiro, afirmou que a companhia estava considerando, entre outras alternativas, alienar parte dos blocos exploratórios. A OGX possui fatias que vão de 70% a 100% nos blocos.