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Clippings - 23/05/13

OGX prevê atingir 30 mil barris em Tubarão Martelo

A OGX – petroleira do grupo EBX, de Eike Batista – deve atingir produção de até 30 mil barris de petróleo por dia (BPD), no Campo de Tubarão Martelo, Bacia de Campos, em abril de 2014. Armando Ferreira, gerente-executivo de reservatórios e reservas da petroleira, afirmou que o montante será atingido depois que quatro poços forem conectados à plataforma OSX-3, que está em construção na Ásia e deve chegar ao país no terceiro trimestre.

O plano de desenvolvimento da área de Tubarão Martelo ainda depende da aprovação da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A avaliação da agência reguladora segue os trâmites dentro do normal e, segundo Ferreira, deve ser concluída em breve.

A notícia aguardada pelos investidores, que estão preocupados com o caixa da companhia, é a entrada dos US$ 500 milhões, parte do pagamento da Petronas pela compra de 40% do Campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, o que deve acontecer em dezembro. Ferreira ressaltou que o primeiro óleo no local, condição para o pagamento desse montante, tem previsão para o último mês deste ano.

O valor total da venda da participação para a Petronas é de US$ 850 milhões: US$ 250 milhões quando o negócio for aprovado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), US$ 500 milhões, no início da produção no campo, e os outros US$ 100 milhões conforme a empresa atingir determinados níveis de produção.

O caixa da companhia vem sendo alvo de preocupação dos acionistas. No fim do primeiro trimestre deste ano, o caixa da empresa registrava US$ 1,15 bilhão, contra US$ 1,65 bilhão ao fim de 2012. O temor foi acentuado quando a empresa começou a declarar produção aquém do esperado no campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos.

No primeiro trimestre deste ano a companhia sofreu problemas operacionais na produção de dois poços em Tubarão Azul: OGX-68HP e TBAZ-1HP, além de intermitência operacional no poço OGX-26HP. Hoje, os três poços são os únicos responsáveis pela produção de óleo da OGX. Por causa dos problemas no início do ano, a produção da companhia na Bacia de Campos caiu de uma média de 13,2 mil barris de óleo equivalente por dia (BOE/dia) em janeiro para 1,8 mil BOE/dia, em abril.

Nas últimas semanas, segundo Ferreira, o poço OGX-68HP voltou a operar e o campo produz a média de 10 mil barris por dia. O TBAZ-1HP continua sob intervenção da petroleira para manutenção. Ferreira afirmou que o quarto poço, que estava em estudo para ser perfurado em Tubarão Azul, não está confirmado. A empresa avalia a sua viabilidade.

Já em relação à produção de gás natural, Ferreira disse que a companhia deve elevar a produção na Bacia do Parnaíba dos atuais 4,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia para 7,8 milhões m3 /dia de gás em julho deste ano. Só o Campo de Gavião Real, que produz hoje 4,2 milhões de m3 /dia deve produzir 5,5 milhões m3 /dia de gás natural até dezembro. Ferreira comemorou a forte procura dos blocos da Bacia do Parnaíba, na 11ª Rodada. Nesse caso a OGX realmente investiu bem, porque ninguém foi para lá e nós fomos pioneiros, disse Ferreira. E agora foi bastante disputado.